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Nações Unidas esperavam solução pacífica do conflito com Mariano Nhongo

Foto: Club of Mozambique

A morte de Mariano Nhongo era inesperada para as Nações Unidas, que dizem ter mantido a expectativa de ver o conflito com a Junta Militar da Renamo a ser resolvido pacificamente.

Não tardou para Mirko Manzoni, enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas e presidente do Grupo de Contacto, reagir à anunciada morte de Mariano Nhongo.

Embora reconhecesse os esforços do Executivo moçambicano em convencer o líder da Junta Militar a aderir ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), Manzoni não esperava que o fim fosse a morte.

“Na sequência dos sólidos progressos feitos até à data neste processo e da recente deserção pelos principais membros da Junta Militar da Renamo, esperávamos que a situação tivesse sido resolvida de forma pacífica. Embora este seja um fim lamentável para a situação, reconhecemos os consideráveis esforços do Governo, no sentido de recorrer a meios pacíficos para devolver a estabilidade à zona centro de Moçambique”, diz Manzoni, em documento divulgado no site das Nações Unidas.

Embora o fim de Nhongo tenha sido a morte, o responsável indicado pelo secretário-geral da ONU espera outra sorte para os demais membros da Junta Militar da Renamo que continuam nas matas.

“Este acontecimento não nos dissuadirá na busca pela paz, devendo servir para nos juntarmos e redireccionarmos os nossos esforços com vista a permitir que os restantes combatentes se juntem ao processo de DDR e se juntem a uma vida de paz”.

Há mais de dois anos em que Mirko Manzoni, na qualidade de presidente do Grupo de Contacto, procurava encorajar Mariano Nhongo a aderir ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração.

Contudo, reitera o compromisso de “apoiar os esforços destinados a trazer uma paz definitiva ao país”.

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