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Nações africanas buscam repatriar fundos ilícitos

Nigéria e outros países africanos da língua inglesa acordaram em trabalhar juntos para repatriar bilhões de dólares de fundos ilícitos alocados no estrangeiro.

Durante a conferência regional realizada em Abuja, capital da Nigéria, os chefes de agências anti-corrupção de diversos países africanos discutiram estratégias para ultrapassar barreiras na recuperação de activos desviados para o exterior.

Preocupados com grandes perdas em África que resultam da transferência ilegal de fundos monetários para fora da África”, os representantes de Agências africanas de Anti-corrupção decidiram fortalecer a cooperação e parceria na identificação, rastreamento e recuperação dos activos que estão fora de África.

O antigo Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, chamou, uma vez, a Nigéria de um país “fantasticamente corrupto”, mas o Reino Unido está no topo da lista dos países de paraíso fiscal.

As agências africanas anti-corrupção apelaram aos países africanos a apostarem na prestação de contas e investimento em agências anti-corrupção.

A Secretária-Geral da Commonwealth, Patrícia Scotland, disse que África perde 10 bilhões de dólares por ano para corrupção, tendo apelado para agência anti-corrupção a colocar um fim a esse Tsunami.

“Todos nós sabemos que a diferença entre o dinheiro de que precisamos para restaurar esperança e aspirações (do nosso povo) … e o dinheiro que temos é a soma equivalente a fundos roubados pelos corruptos”. Disse Scotland.

Nigéria, maior produtora de petróleo em África, é classificada como um dos países mais corruptos do mundo, de acordo com grupo de anti-corrupção de Transparência Internacional. Nigéria anunciou em Abril ter recebido mais de 3.8 bilhões de francos suíços como parte do dinheiro apreendido da família do ex-ditador, Sani Abacha, quem governou o país de 1993 a 1998.

Os activistas de anti-corrupção dizem que o Panamá Papers tem ajudado a expor os governantes com contas bancárias ilícitas. “O importante é que haja uma mútua assistência legal entre os países para recobrar valores ilícitos” disse Debo Adeniran da Coligação Contra Líderes Corruptos “quando tu roubas e não podes manter o dinheiro no banco, poderás parar de roubar”.

 

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