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“Nacionalismo de vacinas da COVID-19 é auto-destrutivo e contrário ao seguro sanitário”, defende Verónica Macamo

Foto: MNEC

Sob o lema “Revisão das abordagens para uma migração segura, regular e ordenada no contexto da COVID-19”, Moçambique acolheu, pela segunda vez, oito anos depois, a reunião relativa ao Diálogo sobre a Migração na África Austral (IDSA).

Na abertura oficial da 6ª conferência ministerial do IDSA, a ministra os Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, disse que a migração tem desempenhado um papel importante na região da SADC.

De acordo com a governante, os migrantes têm jogado um papel importante no desenvolvimento de muitos Estados da SADC e continuam a ser o alicerce da economia regional.

A 6ª Sessão Ministerial da IDSA reúne-se no contexto da pandemia da COVID-19 e da preparação para o Fórum Internacional de Revisão da Migração (IMRF). E, neste contexto, Verónica Macamo referiu que a SADC não pode perder a esperança de recuperação, apesar dos efeitos negativos da pandemia.

No evento, a ministra defendeu o multilateralismo reforçado e a unidade de propósitos, como fundamentais para mitigar esta emergência sanitária global, acrescentando que a distribuição desigual de vacinas gera, consequentemente, padrões desiguais de vacinação em todo o mundo que são inaceitáveis.

“O nacionalismo de vacinas é auto-destrutivo e é contrário à máxima de que ninguém está seguro até que todos estejam seguros. Quer seja no hemisfério norte ou no hemisfério sul, quer seja rico ou pobre, velho ou jovem, todas as pessoas, incluindo os migrantes, merecem ter acesso às vacinas”, disse Verónica Macamo.

Prosseguindo com o seu discurso de abertura da 6ª conferência ministerial do IDSA, a ministra moçambicana disse também que o progresso lento da vacinação tem um impacto directo na circulação das pessoas e retrai os movimentos de migração, o que gera um impacto negativo no desenvolvimento das sociedades ao limitar o fluxo de bens e fluxos financeiros aos países de origem.

“Para muitos Estados-membros, as remessas diminuíram no ano passado para níveis de 5,4%, devido à COVID-19, o que contribuiu para retrair o ritmo de recuperação da crise e, consequentemente, reduzir o potencial que a migração tem de impulsionar o desenvolvimento”, frisou.

Além dos dezasseis Estados-membros da SADC, tomou parte da 6ª conferência ministerial do IDSA a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O evento decorreu de forma híbrida – presencial e virtual.

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