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Município de Maputo promete valas de drenagem para 20 bairros críticos a inundações

Bairros dos distritos KaLhamankulo, KaMaxaquene, KaMavota e KaMubukwana terão, entre meados e finais deste ano, intervenções do município da capital para a construção de valas e melhoria das condições de saneamento. A edilidade não diz se tais intervenções vão implicar demolir residências que bloqueiam a passagem de água, mas avança que aguarda apenas pelo desembolso da verba pelo Banco Mundial para iniciar o projecto.

Serão, no total, 20 bairros da Cidade de Maputo a serem intervencionados, que são os mais críticos em relação a inundações, num valor de 100 milhões de dólares que inclui outros projectos, tal é o caso do ordenamento no distrito municipal KaTembe.

“Neste momento, o que estamos a fazer junto com o Banco Mundial é trabalhar em estudos para identificar que áreas intervir, que vias serão abrangidas, por onde vai passar este sistema de drenagem para melhorar as condições do saneamento do meio”, explica Alice de Abreu, vereadora de Saúde e Acção Social no Conselho Municipal da Cidade de Maputo, que diz, porém, que há protocolos impostos pelo Banco Mundial para que se aceda ao valor.

A edilidade da Cidade de Maputo lamenta que não haja consciência dos munícipes na organização das construções, o que bloqueia a passagem da água. Para já, o município lembra que não há mais espaço para novas construções em quase todos os distritos da capital do país.

“O espaço que nós temos disponível neste momento, que pode ser solicitado para habitação, é o Distrito Municipal KaTembe. Todas as outras áreas já não têm espaço”.

E como é que as autoridades se preparam para cidades ou zonas em expansão? O arquitecto João Tique lança duras críticas, dizendo que as autoridades não se fazem sentir em momentos em que surgem novas construções, que aparecem desordenadas. Aliás, até assume que as estruturas locais como chefes de quarteirão e secretários de bairros até presenciam os cenários que levam ao desordenamento, mas não têm domínio da matéria.

“Eles é que deixam as pessoas fazerem. Há sempre alguém no comando. O secretário sabe que aquela pessoa vai erguer alguma obra e ele não sabe ensinar, não sabe dizer que deve haver zonas para ruas”, disse Tique, um dos arquitectos da época em que se construiu a Cidade de Maputo.

O arquitecto João Tique e a vereadora Alice de Abreu falavam, ontem, no programa da Stv e Stv Notícias, Pontos Nos II, que debateu o tema “Desafios na gestão de épocas chuvosas no país”.

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