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Município da Matola volta a “expulsar” vendedores informais em Malhapsene

Depois de várias tentativas, o município da Matola voltou, hoje, a expulsar mais de mil vendedores informais que se encontravam junto do terminal rodoviário de Malhampsene, local considerado impróprio para o comércio.

Mas, como de costume, os vendedores queixam-se da falta de bancas e a edilidade garante, como sempre, que há espaços suficientes em diferentes mercados.

Uma quinta-feira que parecia comum, ninguém imaginava que a paisagem no terminal rodoviário de Malhapsene ia mudar, pelo menos, a partir das seis horas. E naquele local, não houve comércio informal.

Algumas das bancas usadas pelos vendedores permaneciam no local onde, diariamente, são guardadas após a actividade. E desta vez, não foram movimentadas para uma nova jornada devido à proibição da Polícia Municipal.

Interpelado pela equipa de reportagem do “O País”, António Cumbe queixou-se da alegada falta de banca para continuidade da sua actividade. “Estamos a jogar, não temos como vender porque a Polícia está aqui a proibir-nos e como não temos bancas estamos aqui a espera”.

Geraldo Magombe, é também comerciante e já tem espaço no interior do mercado de Tsalala, onde comercializa material escolar e roupa usada. Para o nosso entrevistado, a acção da Polícia Municipal não passa de “sol de pouca dura”, porque segundo suas palavras, assim que os agentes abandonarem aquele local, será novamente tomado pelos vendedores informais.

“Isso tudo acontece por causa dos chapas que param lá fora, os chapas não chegam aqui e por isso os outros colegas ficam lá fora para caçar clientes. Eles devem voltar para cá dentro e teremos movimento aqui no mercado”, disse.

Uma preocupação que, grosso modo, foi manifestada por grande parte dos vendedores daquele mercado que tem a capacidade de 3200 bancas, mas, mais da metade encontram-se abandonadas.

Enquanto isso, o Terminal Rodoviário de Malhampsene tem outra imagem de encher os olhos. Naquele local, a Polícia Municipal já travou várias  batalhas com os vendedores informais e sempre fracassou.

Entretanto, desta vez, diz que a sua pretensão vai surtir efeito e a estratégia passa por montar um posto fixo para controlo permanente, segundo explicou Sérgio Bavo, porta-voz da corporação municipal.

“Reconhecemos que já por várias vezes tentámos impedir a venda neste local que é impróprio e eles sempre retornaram. Mas desta vez, vamos estabelecer aqui um posto policial fixo que vai funcionar com dois turnos. Acreditámos que assim vamos actuar eficazmente para desencorajar a presença de vendedores informais aqui”.

E para continuar o negócio, a estratégia adoptada por alguns vendedores é a venda ambulante, que também é proibida no Terminal Rodoviário de Malhampsene.

O porta-voz da Polícia Municipal na Matola diz que existem mais de duas mil bancas vazias em diferentes mercados da autarquia.

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