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Munícipes de Inhambane exigem reabilitação de estradas e ruínas

É uma realidade para quem caminha por algumas vias de acesso, da cidade de Inhambane e sempre tem alguma inquietação. Se não é sobre a degradação das estradas, é sobre outras infra-estruturas abandonadas. No centro da cidade, são notáveis ruínas e algumas em vias de desabar. Segundo os moradores, as construções que datam da era colonial, nunca beneficiaram de alguma manutenção, quer as estradas, quer algumas residências e ou estabelecimentos, aparentemente abandonados. Os munícipes dizem que alguns daqueles lugares são hoje transformados para práticas de ilicitudes, como é o caso do fecalismo ao céu aberto, prostituições, entre outras.

“É incrível acreditar que isto esteja assim de como está, desde os anos 80. Eu residi numa destas ruas, a chamada, rua do Chimoio, de 1983 a 87, até minha saída para a tropa e hoje quando regresso e passo por aqui, é um total vexame para a nossa cidade capital, Inhambane. O que significa que desde o período da independência, nunca foi feita nenhuma obra de manutenção. Será que o governo municipal não consegue ver a marginalidade que está a acontecer nestas ruínas”? reclamou Pedro Melice, um dos munícipes da urbe.

Rosália Pechiço é residente numa das ruas localizadas no centro da Cidade de Inhambane e descreve as demais práticas, que ocorrem naquelas vias de acesso, sobretudo na calada da noite.

“Eu moro aqui perto e lembro-me que, uma vizinha tentou várias práticas para impedir a proliferação do mal nesta rua, contudo não está a ser possível. É normal ver situações como estas, vergonhosas como urina e fezes, para além de que nas noites acontece um pouco de tudo aqui. Convinha que o município e o governo provincial se unissem e reabilitassem estas ruas e as casas abandonadas”.

Estudantes que mais circulam pelas vias também deram seu depoimento em volta do assunto

“É muito vergonhoso passar por estas ruas, sobretudo para quem visita pela primeira vez e depara-se com esta realidade, logo numa cidade como a nossa, conhecida como um dos maiores pontos de atracção turística. É urgente que o município veja o que fazer para devolver a verdadeira imagem da cidade limpa” disse a estudante Angélica Pascoal.

 “Nós moradores ficamos tristes com esta realidade, contudo nosso apelo é que as estruturas competentes possam fazer o devido reparo. Isto deixa a desejar, principalmente por ser no centro da cidade. Desde que o colono fez estas construções, nunca mais ninguém fez o devido reparo, seja a asfaltagem ou a reabilitação das casas, o que coloca em perigo a vida de muitos de nós” disse Augusto França.

“Estão a pavimentar algumas ruas fora da cidade e esquecem-se das daqui de dentro da cidade, que é cartão-de-visita e é onde estão concentradas maiores infra-estruturas do governo. Não seria ideal também repor estas ruas da cidade”? reclamou outra munícipe.

Sobre a manutenção das vias de acesso e a gestão das construções abandonadas, o Conselho Municipal, ainda não se pronunciou das queixas dos munícipes, contudo, garante fazê-lo brevemente.

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