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Mundial de boxe: a hora de Alcinda Panguana

Fotos: O País

Isenta da ronda preliminar, a pugilista olímpica Alcinda Panguana estreia-se, esta sexta-feira, no Campeonato Mundial de Boxe, prova a decorrer em Istambul, na Turquia. Panguana vai combater, na categoria 60-70 kg, a mexicana Brianda Tamara Cruz Sandoval.

Brianda Tamara Cruz Sandoval é uma pugilista de 22 anos, que já conquistou a medalha de bronze na categoria nos Jogos Pan-Americanos de 2019 em Lima, capital do Peru.

Esteve presente nos Jogos Olímpicos de Tóquio, naquela que foi a sua estreia no maior evento desportivo do planeta.

Uma das melhores pugilistas da actualidade no país, Alcinda Panguana pode, igualmente, gabar-se de ter marcado presença nos Jogos Olímpicos 2020.

A pugilista, de 27 anos, chegou aos quartos-de-final, fase em que foi afastada pela chinesa Hong Gu. Pannguana perdeu a partida por 5-0, falhando um “KO” técnico diante de um atleta experiente que carregava consigo muita estrada no boxe que se reflectiam em presenças nos mundiais da modalidade de 2016, em Astana, no Cazaquistão, e em 2019, em Nova Deli, na índia.

E parte para este Mundial motivada depois da excelente prestação no Campeonato Africano de boxe da zona IV, prova realizada em Maputo.

O vencedor desta partida terá pela frente, nos quartos-de-final, a realizarem-se a 16 de Maio,  Cindy Winner Ngamba.

Quarta-feira, na estreia, Rady Gramane conseguiu uma importante vitória no combate com a tailandesa Pornnipa Chutee por 5-0 (30-27, 30-27, 30-26, 29-28 e 30-27) nos 32-avos-de-final de peso-médio 70-75 Kg.

Na próxima etapa, sábado, 14 de Maio, Rady Gramane terá, como adversária, Suyeon Seong da Coreia do Sul. Gramane é, igualmente, uma das pugilistas que tem alcançado bons resultados e prestigiado a bandeira de Moçambique em eventos internacionais.

A título de exemplo, em Fevereiro deste ano, conquistou a medalha de prata na 66.ª edição do reconhecido e prestigiado Bocskai Memorial Tournament.

Fazia-se, desta forma, história no boxe moçambicano, porquanto o país se colocava no topo de uma competição com insígnias da IBA que movimentou pugilistas de elite de 17 nações.

Serve de referência dizer que esta prova fez desfilar, ainda na Hungria, a brasileira Beatriz Ferreira, medalha de ouro no Campeonato Mundial de Boxe Feminino da AIBA 2019, e Surmeneli Busenaz, campeã olímpica dos 69 Kg em Tóquio.

Destaque ainda para o ucraniano Yuriy Zakharieiev, primeiro pugilista na história do desporto a ganhar as medalhas de ouro no Campeonato Mundial de Boxe Juvenil da AIBA e no Campeonato Mundial de Boxe de Elite Masculino da AIBA no mesmo ano.

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