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Multiplicam-se ordens de suspensão da vacina da AstraZeneca em todo mundo

Alguns países como África do Sul, Áustria, Bulgária, Itália, Noruega, Dinamarca, Estónia, Lituânia, Luxemburgo, Islândia, Letónia, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Eslovénia e Venezuela, decidiram proibir a administração da vacina da AstraZeneca contra a COVID-19 por precaução após relatos de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas, escreve a imprensa internacional.

Portugal, Eslovénia e Venezuela estão entre os últimos países a interromper a utilização da substância desenvolvida pelo laboratório anglo-sueco em colaboração com a Universidade de Oxford.

A Dinamarca foi o primeiro país a suspender a vacina da AstraZeneca, na Quinta-feira passada, “após relatos de casos graves de formação de coágulos sanguíneos em pessoas que foram imunizadas com a vacina da AstraZeneca”.

A decisão foi rapidamente seguida pela Islândia.

A Noruega, segundo escreve o Observador, também suspendeu a administração da vacina na Quinta-feira, por precaução, depois de os vários casos de hemorragia em adultos vacinados terem sido relatados no país, embora sem ligação comprovada.

A Bulgária anunciou, na Sexta-feira, a suspensão também, por precaução, da administração da vacina AstraZeneca, após as decisões tomadas pelos três países nórdicos, enquanto está em curso uma investigação na sequência da morte de uma mulher vacinada.

No Domingo, a Irlanda e os Países Baixos também suspenderam o uso da vacina, mais uma vez, por precaução, após os casos registados na Dinamarca e na Noruega.
França, Itália, Alemanha, Espanha e Portugal decidiram, ontem, 15 de Março, suspender o uso da vacina contra COVID-19 desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

Em Portugal, a Direção-Geral de Saúde e o Infarmed esclareceram que a vacina da AstraZeneca pode continuar a ser administrada e frisaram que não há evidência de ligação com os casos de tromboembolismos registados noutros países.

O Governo venezuelano anunciou, nesta Quarta-feira, que o país não autorizará o uso local da vacina AstraZeneca contra a COVID-19. A decisão, segundo o Observador, surge depois de Alemanha, França, Itália, Espanha e Portugal terem suspendido a administração desta vacina, devido à detecção de vários casos de trombose em pacientes.

“A Venezuela não autorizará o uso da vacina AstraZeneca, no nosso país, devido aos efeitos que tem nos pacientes”, anunciou a vice-presidente da Venezuela, citado pela Lusa. O anúncio foi feito através da televisão estatal venezuelana, depois de uma reunião com o Diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Venezuela, Paolo Balladelli.

Moçambique recebeu, recentemente, 384 mil vacinas produzidas pela Astrazeneca no âmbito da iniciativa global COVAX e, até agora, não há qualquer informação das autoridades de saúde sobre o procedimento que o país vai seguir.

A farmacêutica anglo-sueco, citado pela Lusa, garantiu que o fármaco é seguro e a Organização Mundial da Saúde (OMS) sublinhou que “não há razão para não usar essa vacina”, mas vários países decidiram “jogar pelo seguro”. A OMS pede confiança nas instituições e controlo do pânico.

A Agência Europeia do Medicamento convocou uma reunião de emergência para Quinta-feira.

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