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Muhammad Sidat lidera processo de inspecção de Estádios em África

O moçambicano Muhamad Sidat lidera o processo de inspecção, verificação e recomendação da decisão em relação as condições dos estádios africanos seleccionados para acolher jogos internacionais.

Esta equipa, liderada por Muhammad Sidat, foi responsável pelo banimento de oito estádios de igual número de países por não reunirem condições para acolher jogos das eliminatórias da zona africana para o Mundial Qatar 2022.

Trata-se do Burquina Faso, República Centro-Africana, Djibouti, Guiné-Bissau, Malawi, Mali, Namíbia e Níger cujos jogos foram transferidos para campos neutros no início da fase de grupos das eliminatórias para o Mundial.

Desta forma, a Namíbia vai jogar no Orlando Stadium (África do Sul), Malawi (Orlando Stadium, África do Sul), República Centro Africana (Estádio Doula, Camarões), Mali (Estádio Agadir, Marrocos), Níger (Estádio Marrakech, Marrocos), Djibouti (Estádio Prince Moulay, Marrocos), Guiné-Bissau (Estádio Olímpico, Mauritânia) e Burquina Faso (Estádio Marrakech (Marrocos).

As mudanças, confirmadas na lista de jogos divulgada pela FIFA para as duas primeiras jornadas agendadas para próximo mês, ocorre após uma extensa revisão no ano passado dos estádios e superfícies de jogo em África.

Os países foram avisados ​​para actualizar suas instalações desportivas ou correm o risco de serem proibidos de sediar jogos internacionais.

Os países proibidos de jogar em casa puderam negociar as suas próprias alternativas, disse o presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Mendes Teixeira.

São 40 equipas a competir em 10 grupos da zona africana de apuramento ao Mundial com os vencedores a seguirem para os “play-offs” a disputarem-se em Março próximo, que determinarão as cinco selecções africanas qualificadas ao Mundial Qatar 2022.

Entretanto, Sidat integrou, há dias, a equipa de inspecção da Confederação Africana de Futebol (CAF) ao Estádio Olembe, em Yaoundé, uma das seis infraestruturas seleccionadas para acolher o CAN Camarões 2021, prova agendada para Janeiro do próximo ano.

Durante a visita, a equipa de inspecção da CAF mostrou-se satisfeita com a qualidade deste complexo que inclui o estádio Paul Biya com capacidade para 60.000 lugares (todos cobertos), dois estádios de treinamento, com 1.000 lugares cada, um ginásio, campos de andebol, basquetebol, vólei, tênis, e piscina olímpica, hotel 5 estrelas com 70 quartos, centro comercial, museu e cinema.

O Estádio Olembe é o maior de todos nos Camarões, o nono maior da África. Este recinto irá sediar as cerimónias de abertura e encerramento da 33ª edição da Copa das Nações Africanas em 2021.

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