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Mphanda Nkuwa pronta até 2030

Foto: O País

A barragem de Mphanda Nkuwa, a ser construída no rio Zambeze, província de Tete, poderá estar operacional até 2030, segundo indicou esta quarta-feira, o director-geral para a implementação do projecto hidroeléctrico, Carlos Yum, depois da assinatura do acordo de cooperação entre Moçambique e o Governo da Noruega.

Para o gestor, este acordo vai ajudar na avaliação da sustentabilidade ambiental do empreendimento, uma das exigências dos financiadores.

“Este acordo irá permitir que, nos seus trabalhos analíticos e na fase de reestruturação, todos os assuntos sociais, ambientais e de governança sigam caminhos que sejam práticas globais, que na óptica da gestão financeira sejam essenciais para assegurar o financiamento da infraestrutura”, disse Yum.

Na ocasião, Yum avançou ainda que neste ano será lançado um concurso para selecção do parceiro estratégico, por forma a garantir que haja recursos para iniciar as obras de construção da barragem em 2024.

“O trabalho que estamos a fazer é para podermos produzir o fecho financeiro e início da construção até finais de 2024. Estudos actualizados indicam que os trabalhos irão durar cerca de 5 a 6 anos, o que nos faz crer que até finais do ano de 2030 a hidroeléctrica possa começar a produzir energia”, explicou o gestor.

Questionado sobre as razões da demora do início das obras, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) apontou a complexidade do projecto e as exigências dos financiadores como uma das causas do início tardio da construção do empreendimento.

“Nós nunca antes tivemos um evento desta dimensão e com tantas exigências. Dos anteriores projectos não precisamos reunir tantos programas e parcerias como está a acontecer com o Mphanda Nkuwa”, referiu Pascoal Bacela, director nacional de energia no MIREME.

Mais do que isso, Bacela acrescentou que “a cautela que está a ser aplicada neste projecto vai assegurar que tenhamos um projecto eficaz e eficiente e que traga benefícios consideráveis às comunidades e ao país no geral”.

Por seu turno, o director da Associação Internacional de Hidroelectricidade, João Costa, vê com bons olhos o que o Governo está a fazer no sentido de assegurar a sustentabilidade ambiental deste projecto, pois ao invés de benefícios, o país pode incorrer a problemas ambientais.

“Este tipo de projectos têm sempre impactos ambientais. Estes podem ser negativos, mas também positivos, adoptando formas de gestão do ecossistema, não só para a natureza, mas também para as comunidades que vivem perto da barragem, etc. É nosso trabalho percebermos que benefícios essas pessoas terão, com a implementação da infraestrutura”, concluiu Costa.

A construção da Barragem Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa está, neste momento, orçada em pouco mais de USD 5 biliões e vai produzir cerca de 1500 megawatts, para uso interno e fornecer às indústrias da região.

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