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Mozefo Young Leaders desafia jovens a pensarem sobre o futuro

Foi lançada, esta quinta-feira, a 2ª edição do Mozefo Young Leaders, numa cerimónia com contou com a participação de associações juvenis, o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, os vice-ministros da Juventude e Desportos e do Emprego, Trabalho e Segurança Social, para além de personalidades como o PCA da Fundação Soico (FUNDASO), da Bolsa de Valores de Moçambique, entre outras.

Na ocasião, o PCA da FUNDASO, Daniel David, disse que o Mozefo Young Leaders é uma plataforma que convida os jovens a participar no desenvolvimento o país, por considerar que a classe é a “força indutora e motora da transformação do país”.

A vice-ministra da Juventude e Desportos, Ana Flávia Azinheira, falou dos principais desafios que preocupam a juventude, tendo referido que a classe deve estar preparada para as transformações tecnológicas que advém revolução industrial.

 “Os jovens deverão estar preparados para fazer face à nova realidade do mundo, que é a tecnologia de informação” e referindo-se ao Presidente da República, a vice-ministra disse que a juventude é o recurso mais importante de uma nação.

Sobre o Mozefo Young Leaders, disse ser uma iniciativa oportuna, porque “nós entendemos que os desafios dos nossos jovens são enormes. Estamos cientes as preocupações dos nossos jovens, questão da empregabilidade, habitação condigna, saúde, segurança…”.

E porque os dados do último censo indicam que 80% da população moçambicana é jovem, Azinheira diz que o dado leva a reflectir como se pode fazer o aproveitamento da juventude, tornando-a mas produtiva e menos dependente para desenvolver o país. “Temos tentado encontrar soluções para responder os desafios da juventude, mas pensamos que sozinhos não podemos chegar lá, é preciso grande comprometimento do sector privado, das organizações não-governamentais e dos nossos principais actores, que são os nossos jovens”, disse, apontando a educação como o principal pilar para superar estes desafios.

O Mozefo Young Leaders surgiu em 2017, como um braço do Fórum Económico e Social de Moçambique, Mozefo. Mas porque a juventude é a maioria no país, o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, desafiou o PCA da Fundação Soico a fazer do Young Leaders o evento principal. “O outro Mozefo é que tem de ser o paralelo e o Young Leaders passar a ser o Mozefo principal; somos 80% da população”, disse e defendeu que o debate entre jovens é sério e maduro.

Chamado a falar sobre dois dos pilares do Mozefo, nomeadamente a responsabilidade e a sustentabilidade, e como os jovens podem participar na transformação do país, Celso Correia começou por louvar a iniciativa por constituir uma oportunidade em que os jovens podem debater “soluções e não problemas. Não debater pessoas mas debater soluções, porque o problema da juventude, neste momento, é encontrar habitação, transporte, rendimento, emprego, dignidade…e nós queremos soluções ”, disse, acrescentando que o Mozefo Young Leaders deve servir para focar em soluções.

Por outro lado, desafiou os jovens a assumirem liderança sem, no entanto, confundir os termos. “Ser líder não significa necessariamente ser chefe” a apontou como exemplo o caso de Filipe Nyusi, que foi líder ao subir à serra da Gorongosa para falar com o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na busca pela paz.

Como perspectiva do Mozefo Young Leaders, disse esperar : “Estou convencido que ao fim deste processo, do Mozefo Young Leaders, poderemos, acima de tudo, definir aquilo que são as nossas prioridades e assumir que a responsabilidade da solução destes problemas está com a juventude”.

A cerimónia de lançamento da 2ª edição do Mozefo Young Leaders decorreu na Escola Secundária Josina Machel e, de acordo com o PCA da FUNDASO, o facto deve-se ao facto de ser na “escola onde o jovem é formado como o líder do amanhã” e deixou um desafio. “Esperar que se tudo correr bem, possamos desafiar esta escola a ser a casa do próximo Mozefo Young Leaders”.

E porque o futuro é a juventude, associações juvenis estiveram na cerimónia de lançamento da 2ª edição do Mozefo Young Leaders estiveram presentes para mostrar o seu comprometimento com a causa. A Associação Nacional dos Estudantes subiu ao palco para em nome de todos os estudantes dizer que: “Acreditamos que nós fazemos a diferença”, e os estudantes da Universidade São Tomás acrescentam: “A juventude representa o presente e o futuro da nação”.

Já a Associação Nacional de Jovens Empresários considera o Mozefo Young Leaders uma plataforma para perspectivar o desenvolvimento de Moçambique. Enquanto que a Wake Up (movimento pan-africano que visa despertar os jovens Africanos) diz acreditar que o desenvolvimento do país depende da liderança jovem e da inclusão da mulher.

Confirmaram ainda presença a Associação dos Estudantes do ISRI, ISUTC, UP, Politécnica, Nachingueia, Associação dos Estudantes Finalistas Universitários e Associação para o Desenvolvimento de Malahuza.

De agora até Novembro, os jovens estarão envolvidos nos preparativos deste evento marcado para os dias 28 e 29, em Maputo.

 

 

 

 

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