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MOZEFO acontece num momento estratégico para Moçambique, diz FMI

O Fórum Económico e Social de Moçambique (MOZEFO) é um lugar único e privilegiado para o debate de ideias entre os moçambicanos e o mundo, segundo Ari Aisen, representante residente em Moçambique do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele considera também que o país tem todas as condições para liderar o processo de promoção de debates com vista a estimular o desenvolvimento do continente africano.

A 3ª edição do MOZEFO terá lugar de 20 a 21 de Novembro próximo, na Arena 3D na KaTembe, cidade de Maputo. “África 2030, Moçambique como Catalisador da Transformação” será o principal tema em debate no evento que já mexe com os organizadores. O tema está em linha com a Agenda 2030 das Nações Unidas, para o Desenvolvimento Sustentável.

O MOZEFO acontece numa altura em que vários países africanos têm apresentado, de forma consistente, uma posição comum sobre o desenvolvimento económico e social do continente, facto que tem permitido aos líderes africanos assumir um papel fundamental nas negociações da agenda de desenvolvimento sustentável no Pós-Acordo de 2015.

“O País” conversou com o representante residente do FMI, cuja presença no MOZEFO está confirmada, para compreender a sua visão sobre os desafios que o continente enfrenta na persecução dos objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

“A terceira edição do MOZEFO vai acontecer num momento único para o país, um momento em que poderão ser discutidas as perspectivas a médio prazo que Moçambique tem de modo a atingir o desenvolvimento sustentável no âmbito do acordo assinado em 2015 com os outros países da região, no âmbito dos objectivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas. Nesse sentido, nós como Fundo Monetário Internacional estamos muito expectantes em participar neste fórum (MOZEFO) e debater as políticas adequadas que o país e outras partes envolvidas precisam para o cumprimento dos objectivos de desenvolvimento sustentável”, afirmou Ari Aisen em representação do FMI.

Mas como é que os países africanos, particularmente Moçambique, podem se organizar para cumprirem com os objectivos macroeconómicos?

“Do ponto de vista macroeconómico, entendemos que uma boa gestão é fundamental para manter a inflação baixa, e agora com os recursos naturais será necessária uma boa administração para fazer o melhor uso das receitas que entraram no país cientes de que não será de hoje para amanhã mas sim de forma gradual. Neste momento é importante que o país comece a se preparar para melhor gestão e todo esse processo requer a participação de todos sem excepção”, disse o interlocutor do “O País”.

Aisen considera ainda que Moçambique pode assumir um papel catalisador para o continente nos processos de desenvolvimento que impliquem a passagem da teoria à prática, ser um instrumento de promoção do debate pan-africano e o MOZEFO é uma plataforma privilegiada para a materialização desse posicionamento, “Moçambique tem um papel importante e é um exemplo para muitos países africanosª.

De acordo com a fonte, “com a sua boa gestão macroeconómica”, Moçambique “pode impulsionar de forma relevante uma integração regional, seja a nível da SADC bem como da União Africana, o país pode se unir com os outros países do continente e coordenar de forma proactiva as políticas macroeconómicas”.  

Perspectivas Económicas Regionais para a África Sub-Sahariana 2030: Desafios e oportunidades para Moçambique, será um dos temas a ser debatido no MOZEFO e terá como moderador Abebe Selassie, director do Departamento Africano do FMI.

Recorde-se que a terceira edição do MOZEFO, subordinada ao tema, “África 2030: Moçambique como catalisador da transformação”, vai acontecer na cidade de Maputo concretamente na ARENA 3D no distrito municipal KaTembe. Durante dois dias, serão promovidas várias sessões plenárias, debates temáticos e espaços de reflexão, além de momentos culturais. Os temas em debate na presente edição serão inspirados em 8 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“Moçambique tem um papel importante e é um exemplo para muitos países africanos. Com a sua boa gestão macroeconómica pode impulsionar de forma relevante uma integração regional, seja a nível da SADC bem como da União Africana”

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