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Mozal atribui bolsas de estudo a alunas do instituto Armando Emílio Guebuza

A empresa multinacional Mozal procedeu esta terça-feira à entrega de bolsas de estudo a raparigas do ensino técnico e profissional do Instituto Industrial de Computação Armando Emílio Guebuza (IICAEG), no distrito de Boane, província de Maputo.

A oferta aconteceu no âmbito do projecto “Mulher na indústria”, lançado em 2017 e que visa promover a participação da mulher no sector industrial e mudar o estereótipo social de que este sector é unico e exclusivamente para homens.

As beneficiárias fazem parte dos cursos de Mecânica e Manutenção Industrial, bem como electricidade industrial no IICAEG, frequentados por 943 alunos. Destes, 415 são mulheres e destas apenas 22% é que frequentam os cursos de manutenção industrial, segundo explicou o director Stélio Samuel.

“Isso nos deixa preocupados, porque temos poucas raparigas nesses cursos. Por isso, constitui um grande desafio para nós. Precisamos criar formas de aumentar a equidade de género nesses cursos”, disse.

E foi para responder a esse desafio e garantir equidade, acesso à educação e retenção da rapariga no sistema de ensino que a Mozal fez a entrega de 15 bolsas de estudo que fazem parte do total de 40 entregues anualmente às raparigas.

Segundo o director de Assuntos Corporativos da Mozal, Gil Cumaio, a oferta é fundamental para aumentar os níveis de empregabilidade e geração do auto-emprego, que é um dos objectivos do Executivo.

“Por isso, com este gesto, pretendemos nos associar aos esforços do Governo, de reverter a baixa participação das mulheres particularmente nos cursos tradicionalmente considerados masculinos”, referiu Cumaio.

E como o objectivo é causar mudança social e estimular as raparigas a frequentar os cursos industriais, a representante dos da Direcção dos Assuntos Sociais, Inês Simbine, falou das acções do Executivo para melhorar a equidade de género no ensino.

“O Governo já está a promover a reforma do ensino técnico e profissional e esta reforma permite expandir o acesso inclusivo, a promoção do género e incrementar a qualidade” deste ensino, “visando o saber ser, empregabilidade e contribuir para o desenvolvimento sustentável”.

A fonte avançou que no país há mais mulheres a ocupar posições antes tidas como “para homens”.

Às formandas, nada mais sobrava a não ser agradecer e se empenharem para valorizar a oportunidade. Shelsia Clara, representante do grupo, prometeu “honrar” a oferta “e dedicarmo-nos com força e energia para fazer valer a confiança” que a Mozal depositou nelas. “Prometemos ser um espelho para outras raparigas e mulheres que trilharem o mesmo caminho que o nosso”.

As bolsas de estudo incluem uma taxa anual de inscrição e de matrícula, material escolar e subsídio mensal de transporte e outros benefícios. O apoio teve início em 2004, com a atribuição anual de 40 bolsas de estudos para o ensino secundário às raparigas de Boane e Matola.

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