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More Promotions celebra Dia do Jazz com espírito solidário

“O jazz é de todos. Tem raízes em África, mas pertence ao mundo. Por isso, a 30 de Abril de cada ano celebra-se o Dia Internacional do Jazz”. A convicção é de Moreira Chonguiça, quem defende que este é dos poucos idiomas existentes no planeta que acompanhou o ser humano em vários anos.

Assim sendo, à imagem de há dois anos, a More Promotions realiza, esta segunda-feira, em Maputo, dois eventos de domínio social e cultural, como forma de eternizar a efeméride. A primeira actividade será uma visita à Enfermaria de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM), onde Moreira Chonguiça, na companhia de More Jazz Big Band e mais artistas vão fazer dos acordes musicais um recurso terapêutico em benefício dos pacientes lá internados. No HCM, a partir das 15h, serão tocadas duas músicas, no entanto, o factor terapêutico vai afectar, igualmente, todos os artistas envolvidos, garante Chonguiça: “se o jazz tem o estatuto e o prestígio que possui ao nível global, é por causa desta relevância. As pessoas podem usar o ritmo para se divertir, há quem dança, medita… e é a melhor terapia que um ser humano pode ter”.

Depois da visita aos pacientes do HCM, com o mesmo elenco, a More Promotions vai realizar um concerto em marcha pelas avenidas da capital do país, com início previsto na esquina entre as Avenidas 24 de Julho e Julius Nyerere. A marcha vai prolongar-se até à Pizza Hut, onde a comitiva prevê comer uma pizza, falar de jazz, literatura e cultura num ambiente descontraído.

Portanto, o foco da More Promotions no Dia Internacional do Jazz é responsabilidade social, porque, com o gesto, pretende fazer do momento uma oportunidade conducente à consciencialização e promoção dos valores que o ritmo musical enaltece: a inclusão (racial, do género ou de idades).

Ora, além das actividades programadas para esta segunda-feira, a More Promotions vai levar aos palcos do Café Acácia, em Maputo, um concerto gratuito, das 11h às 18h do dia 5 de Maio, pois interessa à organização a participação do maior número de crianças possível, de modo que os valores do jazz permaneçam intactos no futuro, sempre com a presença dos meninos do Big Band, um projecto para criar novos músicos? Moreira Chonguiça esclarece: “De maneira nenhuma o More Jazz Big Band é um espaço para criar músicos. Não, não é isso. O More Jazz é um espaço em que jovens tocam a guitarra ou o saxofone e fazem da arte, em geral, e do jazz, em particular, um recurso que lhes permite ser pessoas melhores. Nós concebemos o jazz como uma plataforma de inclusão, onde se preza o respeito por nós próprios e pelo outro. Temos o cuidado de, através do jazz, trazermos os valores da humanidade”.

Há três anos que a More Promotions tem uma parceria com a UNESCO para complementar alguns projectos, como More Jazz e o Festival Internacional de Jazz. De alguma maneira, assume Chonguiça, “essa parceria veio legitimar o trabalho que temos estado a fazer com jovens como os de Big Band e em workshops pelo país fora”.

Na óptica do saxofonista, Moçambique está a produzir artistas fantásticos de jazz. “E o mais importante é que se está a falar de jazz, as pessoas estão a tocar, a praticar, a pensar e a expandir o género musical. Estamos num bom caminho”. E uma prova disso é a recente nomeação do álbum “M & M”, de Moreira Chonguiça e Manu Dibango, para a categoria de “Best African Artist Album” (Melhor Álbum de Artista Africano) do South African Music Award (SAMA).

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