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Moçambique vence Botswana no “Sextas no Ringue” de boxe

Foto: LanceMZ

Em três combates entre moçambicanos e tswanas, os pugilistas nacionais de masculinos derrotaram os seus adversários, vergando apenas em femininos, onde a experiência da atleta do Botswana superou a da moçambicana. O “Sexta no Ringue” decorre às sextas-feiras no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane.

A preparação para as competições internacionais dos pugilistas moçambicanos continua a ser levada a sério por parte da Federação Moçambicana da modalidade, que organiza uma competição denominada “Sexta no Ringue”, que foi para a sua segunda edição.

Depois de na primeira edição ter sido disputado por pugilistas nacionais e de eSwatini, na passada sexta-feira, já contou com a participação de pugilistas do Botswana, convidados para este evento nacional. E os moçambicanos não deixaram os seus créditos em mãos alheias.

No primeiro embate entre Moçambique e Botswana, na categoria dos 64kg, Yassine Nordine não teve grandes dificuldades para superar Kobamelo Molatlhegi. Os três assaltos foram disputados sob toada de equilíbrio, mas, no final do combate, o moçambicano, que até fazia a sua estreia em combates internacionais, acabou por sair vencedor, levando a vitória para o país.

Já na categoria dos 54 kg, o pugilista moçambicano Armando Sigaúque teve a dura missão de enfrentar o atleta olímpico do Botswana, Rajab Mahomed, que esteve presente nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ano passado.

Depois de um assalto em que o tswana até esteve bem, a aproveitar a inexperiência do moçambicano, nos assaltos seguintes, o moçambicano transfigurou-se e chegou a derrubar o tswana duas vezes, fazendo o olímpico experimentar o tapete. Estas duas quedas não deram possibilidades ao jurado, que, por unanimidade, acabou por atribuir a vitória a Armando Sigaúque.

Em femininos, para a categoria dos 51 quilogramas, foi onde o país teve a sua queda. A moçambicana Helena Bangão não teve argumentos para contrariar a experiência de Lethabo Modukanele que não deixou dúvidas da sua vitória após três assaltos em que dominou, levando os juízes a atribuírem uma vitória unânime para a pugilista do Botswana.

Ainda assim, fez-se um balanço positivo dos combates disputados por pugilistas moçambicanos contra os tswanas, uma vez que, nos três combates, vencemos dois e perdemos apenas um.

 

SEIS COMBATES ENTRE NACIONAIS TAMBÉM ANIMARAM A NOITE

Para além dos três combates “internacionais”, em que os moçambicanos defrontaram os tswanas, mais seis lutas protagonizaram a noite do “Sexta no Ringue” na semana passada.

Em femininos, para a categoria dos 54 Kg, a experiente Benilde Macaringue não enfrentou muitas dificuldades para levar de vencida a Fidelícia Cumbe por decisão unânime do júri, naquele que foi o segundo combate de femininos e o único entre pugilistas nacionais.

Por seu turno, em masculinos, Ivo Gonçalves derrotou a Ussimane Kalú, nos 51 kg, Edson Cumbane venceu a Cândido Mavombo, nos 60 kg, e Paulo Jorge foi superior a Lázaro Comé, na categoria dos 63.5 kg.

Noutras duas categorias de pesos pesados, Tiago Muchanga levou de vencida o seu compatriota José Azarias, nos 67 kg, enquanto nos 92 kg Albino Gabriel foi superior no combate que travou com Miguel Microsse.

Estes combates visam uma forma desejada aos pugilistas nacionais, para que estejam ao mais alto nível nos compromissos internacionais que se avizinham e o presidente da Federação Moçambicana de Boxe, Gabriel Júnior, referiu que o evento veio para ficar.

Depois de eSwatini e Botswana nas duas primeiras edições, espera-se que, na próxima edição, dentro de 15 dias, o “Sexta no Ringue” conte com a participação dos pugilistas da África do Sul, por forma a dar mais ritmo competitivo aos atletas nacionais.

Aliás, grande parte dos atletas que vão disputar a próxima edição são os convocados para a selecção nacional da modalidade que se prepara para o regional que vai decorrer na Zâmbia, nos próximos meses. O regional esteve inicialmente agendado para Angola, mas a organização alterou o local devido aos elevados custos de ligações aéreas até Luanda, o que iria retrair a participação dos países da zona.

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