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Moçambique faz história e conquista “Regional” de Boxe

Tal como prometeram os 16 pugilistas nacionais e equipa técnica moçambicana, na semana passada, eis que ao cair do pano do regional do boxe da zona austral de África, Moçambique conquistou o lugar cimeiro na prova que terminou no último sábado, com 14 medalhas, seis das quais de ouro, duas de prata e seis de bronze.

É um regresso em grande, diga-se de passagem, depois de na última aparição, em 2016, Moçambique ter tido resultados não muito satisfatórios, tendo ocupado o terceiro posto da classificação geral.

Na prova iniciada na sexta-feira (23), no pavilhão da A Politécnica, os pugilistas nacionais deram luta e conquistaram seis medalhas de ouro, nomeadamente por Helena Bagão, Benilde Macaringue, Alcinda Panguane, Rady Gramane, Augusto Mathule e Alfredo Sitoe. Já os dois atletas que conquistaram as medalhas de prata são Paulo Jorge e Carlos António.

Na segunda posição ficou a selecção sul-africana com um total de sete medalhas, duas de ouro, três de prata e outras duas de bronze.

Já em terceiro, para completar o pódio, posicionou-se o Zimbabwe com três medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze, totalizando oito medalhas. O Botswana, em quarto, somou duas de ouro e uma de prata.

O Lesotho e as Seychelles ficaram em quinto e sexto com um total de quatro e duas de prata, respectivamente. Em sétimo e último lugar ficou a Swazilândia, lanterna vermelha da prova com uma de prata e três de bronze.

Satisfação no seio dos moçambicanos

O seleccionador nacional de boxe, Lucas Sinóia, apesar das dificuldades enfrentadas, elogia a combatividade dos atletas nacionais. “Foi muito difícil, foi bem suado, mas valeu a pena termos conseguido. Sabemos que o factor casa foi importante, mas não foi o bom de tudo. O campeonato nacional ajudou muito”, disse o timoneiro do combinado nacional, que com esta conquista garantiu um lugar na fase final do africano da modalidade, que terá lugar em setembro próximo, no Egipto.

Por seu turno, a pugilista Alcinda Panguana, medalha de ouro no certame, partilhou parte da experiência vivida no ring, durante o jogo da final, contra a vice-campeã, a sul-africana. Panguana disse que “foi muito difícil, e um dos motivos é o facto da adversária ser magra, mas com golpes muito fortes – e às vezes parecia um homem, o que fez com que no primeiro assalto ficasse com medo, porque ela deu-me um golpe que me fez ficar com medo e com tonturas, mas logo após eu disse para mim mesma que sou forte, vou atirar, atacar e vou fazer tudo que aprendi, e consegui”, partilhou a menina de ouro, reiterando o pensamento positivo que teve ao longo do combate.

Dirigentes satisfeitos com o feito

Já o presidente da Federação Moçambicana de Boxe, Gabriel Júnior, felicitou os atletas e a equipa técnica que contra tudo e todos fez história, levando o país a conquistar pela primeira vez o ouro no regional da zona austral de África. Júnior enalteceu a convicção do seleccionador nacional. “Eu perguntei ao Sinóia será que podemos chegar lá(?), Sinóia disse: ‘presidente vamos lutar’ e pela primeira vez na história de Moçambique nós ganhamos o Campeonato Africano da Zona Austral – ninguém acreditava”, disse o presidente da FMB visivelmente satisfeito.

Quem também se mostrava satisfeita com a conquista do regional do boxe é a vice-ministra da Juventude e Desportos, Ana Flávia Azinheira, que esteve presente no encerramento da prova, e que felicitou os pugilistas moçambicanos e elogiou a organização do evento.

“Os nossos jovens lutaram bastante e pela primeira vez no boxe nós damos nota positiva e a federação do boxe está a saber lidar com o desafio de tentarmos fazer do boxe uma marca nacional”, enalteceu a vice-ministra.

De acordo com Lucas Sinóia dos 16 pugilistas que competiram no evento, 12 serão apurados para a fase final do africano de boxe, projectado para Setembro próximo, em Marrocos e onde vão procurar qualificar seis pugilistas para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

Tomaram parte do regional de Maputo mais de 120 pugilistas de Moçambique, África do Sul, Lesotho, Botswana, Suazilândia, Seychelles e Zimbabwe.

 

 

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