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Moçambique envia amanhã amostras para Europa de casos suspeitos da variante Delta

Depois de ter enviado 300 amostras a um laboratório da África do Sul, ainda sem resultados, Moçambique irá enviar, amanhã, para Alemanha e Suécia amostras de indivíduos suspeitos de estarem infectados pela variante Delta.

O sector da Saúde justifica que envia as amostras para a Europa para que possa saber qual/quais variante(s) está/estão a circular no país, uma vez que ainda não tem previsão da chegada dos resultados das que foram enviadas para a vizinha África do Sul.

“Há incertezas quanto ao tempo de resposta, porque todos os laboratórios do mundo estão sobrecarregados com as eventuais situações dos seus países. Entretanto, isto não nos pode limitar”, precisou Sérgio Chicumbe, Director de Inquéritos no Instituto Nacional de Saúde.

Na ocasião, Chicumbe defendeu ser “importante saber que tipos de variantes circulam no nosso país, mas, acima de tudo, é crucial que as pessoas saibam que há um aumento do número de casos e de transmissibilidade”.

Questionado sobre as manifestações da nova variante, Delta, nomeadamente, seus sintomas e cuidados a ter, o sector de saúde avançou serem escassas as informações, entretanto, destacou que, independentemente do tipo de vírus, as actuais medidas são essenciais.

“As medidas de prevenção para qualquer variante, que possa estar a circular, são as mesmas; não dependem da variante. Não é concreto que a variante Delta cause uma situação de doença mais grave, o que há certeza é que é 30 a 60 por cento mais transmissível”, detalhou Chicumbe.

O pesquisador chamou atenção à sociedade para que respeite as medidas de prevenção, de modo a que se evite que mais pessoas sejam contaminadas, porque isso pode sobrecarregar o sistema de saúde.

Durante a habitual conferência de imprensa do MISAU, a Directora nacional-adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe, disse que a variante Delta não se difere muito das outras, porém fez menção ao facto de “facilmente levar a óbito, por isso há necessidade de se continuar a cumprir as medidas de contenção da pandemia da COVID-19”, alertou a profissional para, em seguida, acrescentar que “alertamos para que não se cometam os mesmos erros que foram cometidos no primeiro trimestre desde ano, sob pena de agravarmos a situação epidemiológica do país, como já começamos a assistir nos países vizinhos”, concluiu.

Lembre-se que o país continua a registar uma aceleração considerável de novas contaminações, com especial atenção para cidade de Maputo e as províncias de Sofala e Tete.

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