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Moçambique e Malawi unidos no combate à violência contra mulher e rapariga

A COVID-19 agudizou a situação de violência contra a mulher e dos casamentos prematuros, quer em Moçambique, quer na República do Malawi, segundo deram a conhecer, esta sexta-feira, as Primeiras-Damas dos dois países. Para Isaura Nyusi e Mónica Chakwera, as igrejas devem promover a mudança de comportamentos e ao Governo cabe a retenção da rapariga na escola.

A violência contra a mulher e criança é um mal que transcende fronteiras, por isso, buscando estratégias e partilhando experiências de vivências e políticas, esta sexta-feira, numa única sala, homens e mulheres religiosos de Moçambique e do Malawi juntaram as suas vozes para dizer basta à violência doméstica.

“Entre as acções realizadas, inclui-se a aprovação de instrumentos jurídicos, sobre matérias como a Lei de Combate à Violência Doméstica, praticada contra a mulher, e Lei de Combate às Uniões Prematuras”, disse a Primeira-Dama de Moçambique, durante o seu discurso.

Apresar da existência destes instrumentos legais, Isaura Nyusi reconheceu ainda haver violência contra a mulher e o facto agudizou-se devido à pandemia da COVID-19, por conta do confinamento a que as mulheres e crianças, na sua maioria, estavam sujeitas. Por isso, apelou para maior envolvimento das confissões religiosas.

“A religião é um veículo para a formação técnica e de amor e, neste aspecto, as confissões religiosas assumem um papel fundamental a este respeito. Queremos continuar a contar convosco nesta batalha”, instou Isaura Nyusi.

Chamada a intervir, a Primeira-Dama da República do Malawi, Mónica Chakwera, disse que a protecção da mulher é também preocupação do seu país e que é preciso ultrapassar algumas crenças religiosas que colocam a mulher numa posição de vulnerabilidade.

Algumas comunidades normalizam a violência contra a mulher e os casamentos prematuros com base nalgumas crenças, por isso o seu país tem apostado na divulgação de políticas que influenciem as raparigas a apostarem na educação.

“Como eu disse, é uma questão cultural, mas devemos aprender que, mesmo se a rapariga estiver grávida, ela deve estar na escola. É no que estamos a trabalhar no nosso país. É difícil, mas está a surtir efeito e há avanços”, partilhou a Primeira-Dama malawiana, para depois acrescentar: “Elas devem ir o mais longe que puderem, porque, quando terminam o ensino secundário, estarão em condições de tomar uma decisão correcta”.

As duas Primeiras-Damas falavam, esta sexta-feira, durante o simpósio inter-religioso sobre o papel das confissões religiosas na prevenção e combate à violência doméstica contra a mulher e às uniões prematuras.

A presença de Mónica Chakwera no referido evento enquadra-se na visita presidencial de Lazarus Chakwera a Moçambique.

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