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Moçambique desafiado a “gerir expectativas” na exploração do gás

A Guiné Equatorial diz que a única forma de Moçambique evitar que o gás seja fonte de conflito é saber gerir expectativas. Já a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos garante estar pronto para ouvir e aprender daquele país.

Pequeno e igual a si mesmo, mas com uma “longa estrada” e um percurso ainda sem turbulências na exploração de hidrocarbonetos. Desde que a Guiné E quatorial descobriu recursos minais no seu país, nunca teve de passar por uma situação de guerras internas ou externas decorrentes dos recursos minerais e já lá se vão 20 anos.

O tempo de exploração e gestão dos recursos assim como a sua posição de terceiro maior produtor de petróleo na África Subsaariana, só atrás de Angola e Nigéria, lhe confere legitimidade para aconselhar Moçambique que, recentemente, viu suspensas as actividades de exploração de gás natural na península de Afungi por conta dos ataques terroristas.

Para este tipo de situação, o ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, Gabriel Mbega Obiang, aponta dois elementos: o pragmatismo e a gestão de expectativas.

“Pragmatismo é saber quem são pode ser e quem não pode fazer uma determinada actividade. Quem não pode, nem vale a pena integrá-lo no projecto. Já a gestão de expectativa quer dizer que só por ter gás e petróleo significa que o dinheiro vai, imediatamente, para o bolso porque deve se recuperar o investimento feito” devem recuperar o dinheiro”, indicou Gabriel Mbega Obiang Lima, ministro das Minas e Hidrocarbonetos, acrescentando que não é só pensar que tendo gás ou petróleo vamos ficar ricos, “temos que explicar a população que não é assim, o dinheiro investido temos que recuperar e não podemos pensar que esse dinheiro é para os bolsos, mas sim é para melhor carteiras, energia e infra-estruturas que ajudem a todos”.

Gabriel Mbega Obiang Lima diz ainda não haver necessidade de Moçambique depender muito de países para explorar os hidrocarbonetos quando os africanos, também, podem dar assistência.

“A experiência que nós temos aqui na Guiné Equatorial pode servir para Moçambique porque já temos uma estrutura para metanol, gás e temos mais de 20 anos com a produção de petróleo, temos muitos recursos humanos e essas são coisa que Moçambique precisa. Não é necessário que tais coisas venham de Singapura ou qualquer país Europeu se tem um irmão africano que o pode fazer”, disparou Gabriel Mbega Obiang Lima.

Com as maiores descobertas de reservas de hidrocarbonetos, Mbega Obiang defende que a CPLP olhe para a questão de conteúdo local como da comunidade e os estados-membros facilitem investimentos entre si.

“Nós queremos que as empresas da CPLP se unam com as empresas da Guiné Equatorial e as colocaríamos na categoria de conteúdo local. Com esta designação, uma empresa que está associada com Guiné e a CPLP consideraremos empresa local”, expôs o ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial.

Presente na cimeira de negócios, a Empresa Moçambique de Hidrocarbonetos, ENH, diz estar atenta e pronta pata capitalizar a experiência da Guiné Equatorial. “É uma oportunidade para nós trocarmos experiências, sinergias com vista a vermos oportunidades de negócio entre os países da CPLP”, Arsénio Mabote, representante da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

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