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MITADER, GAPI e FIDA dinamizam mercados rurais nos distritos do norte

MITADER e FIDA lançaram a segunda fase do Programa de Promoção dos Mercados Rurais (PROMER), que vai abranger 15 distritos da região norte.

À Gapi foi confiada a missão de prestar assistência técnica a produtores de seis distritos e introduzir a componente de financiamento para facilitar o acesso a serviços financeiros nas zonas rurais.

O anúncio do lançamento da segunda fase foi feito pelo director nacional do Desenvolvimento Rural, Olegário Banze, durante o seminário nacional que marcou o arranque das actividades que irão decorrer entre 2019 e 2021.

“Notámos que havia necessidade de consolidar os feitos do programa, pois nem todas as organizações conseguiram atingir bons níveis de organização interna, nomeadamente no que diz respeito ao registo, à gestão, à contabilidade, entre outros factores. Portanto, o nosso objectivo é capacitá-las e torná-las fortes para que, no fim, sejam capazes de trabalhar de forma independente”, explicou Olegário Banze.

 O representante do FIDA em Moçambique, Custódio Mucavele, frisou que um dos objectivos do programa é incentivar os produtores a aumentarem os seus níveis de produção e produtividade.

“Através deste programa está a ser possível estabelecer a ligação entre os produtores e os mercados (de insumos e excedentes) e isso tem sido um incentivo não só para o aumento da produção e da produtividade, mas também da renda”, disse Custódio Mucavele.

De acordo com a coordenadora do PROMER, Carla Honwana, de 2009 a esta parte, os beneficiários do programa conseguiram triplicar os volumes de produção anual e colocá-la no mercado.

“Introduzimos um hábito que consiste em os produtores, organizados em associações, venderem a sua produção com base em contratos. Neste momento, temos uma média de 300 contratos por ano, o que permitiu que o volume de produtos comercializados também aumentasse, situando-se em cerca de quatro mil toneladas por ano”, disse a coordenadora.

Relativamente à nova fase, Carla Honwana referiu que, por se tratar de consolidação, não se pretende abranger mais beneficiários: “Vamos ajustar a nossa abordagem para que os resultados sejam ainda melhores. Por exemplo, introduzimos a facilitação da atribuição do DUAT (Direito do Uso e Aproveitamento de Terra) para permitir o acesso ao financiamento, bem como o apoio mais sistemático às organizações do nível superior, nomeadamente os fóruns e as uniões”.

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