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Missão do FMI em Moçambique entre seis e dezanove de Novembro

Uma missão do Fundo Monetário Internacional vai escalar Moçambique numa visita que vai começar no dia seis e terminar a 19 do mesmo mês. A visita acontece numa altura em que o FMI não tem nenhum programa financeiro com o país.

Moçambique vai acolher mais uma missão do FMI que vem fazer uma radiografia da actual conjuntura económica de Moçambique, de acordo com informação que nos foi revelada pelo representante da instituição em Moçambique, Ari Aisen.

Aisen fez questão de frisar que neste momento o Fundo Monetário Internacional “não tem nenhum programa como Moçambique”. Sendo que se sabe que o programa com este credor foi rompido desde a descoberta das chamadas dívidas ocultas, onde exigiram que fossem esclarecidas as dívidas.

A missão do FMI vai escalar Moçambique numa altura em que o Governo está à porta de avalizar mais uma dívida. Desta vez vai ser através da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, que tem 15 por cento de cada uma das concessões de exploração de petróleo e gás no país.

O representante do FMI recusou-se a dar qualquer consideração oficial sobre a dívida da ENH com o aval do Governo. De qualquer das formas, Ari Aisen mostrou-se optimista, já que “desta vez trata-se de um processo transparente e que deverá ser apreciado e aprovado pela Assembleia da República”.

Ari Aisen disse ainda que neste momento não pode dar mais declarações, por esta ser “uma questão soberana” e por isso prefere deixar o Estado decidir sozinho sem interferências. Além do mais, depois da visita da missão, “nós iremos dar comentários sobre isso e outros assuntos”.

Em termos de endividamento público, o ambiente que o FMI vai encontrar em Moçambique é de um crescimento considerado ligeiro pelo Banco Central, mas nem por isso deixa de ser nocivo à economia nacional e por isso as perspectivas não são das melhores.

Na recente conferência de imprensa, o Banco de Moçambique mostrou/se pouco optimista quanto ao futuro, mesmo por causa do fluxo de dívida, principalmente a contraída com recurso a Bilhetes de Tesouro, Obrigações de Tesouro e adiantamentos do Banco Central aumentou em termos acumulados, ou seja, em mais de dois mil milhões de meticais, para o saldo de 107.460 milhões de meticais em Outubro corrente.

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