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Missão do FMI em Maputo por duas semanas

Uma missão de técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) encontra-se em Maputo, desde esta terça-feira, para mais uma ronda de supervisão do país. O staff desta instituição financeira internacional fará uma visita de duas semanas.

Oficialmente é desconhecida a agenda do FMI, mas fonte segura dos escritórios desta instituição da Bretton Woods na capital moçambicana, adiantou ao “O País” que a agenda da visita é para analisar os recentes desenvolvimentos alcançados em Moçambique.

A vinda da missão desta instituição financeira internacional à Maputo acontece numa altura em que o país experimenta novos “sopros suáveis” nos principais indicadores macroeconómicos, ou seja, crescimento gradual da economia.

Só para ilustrar os sinais de recuperação económica do país, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,4 por cento de Janeiro a Setembro do corrente ano, apesar das chuvas acima do normal que caíram no primeiro trimestre e que afectaram a execução do Orçamento do Estado (OE), sobretudo na agricultura.

Recorda-se, que a anterior vinda de uma equipa do corpo técnico do Fundo Monetário Internacional foi entre Julho e Agosto de 2018, numa missão chefiada por Ricardo Velloso, que visava proporcionar contribuições para a elaboração do Orçamento do Estado (OE) do próximo ano.

Na altura, o FMI recomendou a eliminação das isenções do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), excepto para os bens da cesta básica e o fortalecimento da administração deste imposto. Do lado da despesa, a missão aconselhou a redução do tamanho da folha salarial como percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) através de aumentos salariais moderados, particularmente para as camadas melhor remuneradas do sector público.

A missão do Fundo Monetário Internacional realçou também a importância de continuar a limitar outros itens da despesa através de uma melhor priorização, incluindo despesas de investimento público.

Face ao endividamento público, o FMI encorajou o Executivo de Maputo a recorrer, na medida máxima possível, ao financiamento externo por donativos e crédito altamente concecional, assegurando ao mesmo tempo, que a emissão de garantias da dívida siga estritamente os novos procedimentos de aprovação mais rigorosos estabelecidos em Dezembro de 2017.

 

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