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MISAU prepara quadros em matéria de resiliência

O Ministério da Saúde (MISAU) pretende criar no Sistema Nacional de Saúde (SNS) capacidade de resposta aos impactos das mudanças climáticas.

A intenção será materializada através de “uma força de trabalho resiliente” e capaz de antecipar, responder, lidar e adaptar-se aos choques ligados ao clima, com vista a garantir as melhorias necessárias na saúde dos moçambicanos.

Nesta perspectiva, o MISAU e parceiros de cooperação estão reunidos desde ontem, em Maputo, na IV Conferência Anual do Observatório de Recursos Humanos para a Saúde em Moçambique, com enfoque na questão das mudanças climáticas. O encontro, que se realiza anualmente, tem como lema “Por uma força de trabalho resiliente face às mudanças climáticas”.

As mudanças climáticas, no que diz respeito ao aumento da temperatura, ciclones, cheias e secas, são os aspectos que mereceram destaque, tendo em conta que são os factores que depois criam problemas ambientais com implicações na saúde humana, em particular as cheias, que podem levar ao aumento de algumas doenças, como malária, diarreias, cólera e novos surtos como a febre tifóide.

De acordo com a AIM, o fórum vai concentrar as atenções na discussão de mecanismos conducentes à prevenção, através da sua força de trabalho, bem como a respectiva cura.

Na abertura do evento, o secretário permanente do MISAU, Zacarias Zindong, disse que a conferência tem por objectivo promover um intercâmbio estruturado entre profissionais com diferentes perspectivas e que actuam em diversas áreas de saber.

“As mudanças climáticas, que são uma realidade inegável, resultam sobretudo das acções humanas e colocam em perigo a saúde humana e de outros seres vivos no planeta terra”, disse Zindong, citado pela AIM.

No sector da saúde, as manifestações incluem, segundo a fonte, alterações nos padrões de ocorrência de doenças transmitidas por vectores (como a malária) e por água contaminada (como a cólera e outras doenças diarreicas), bem como as doenças respiratórias (sobretudo as resultantes da poluição ambiental, como asma e outras crónicas não transmissíveis); e a ocorrência de distúrbios psicossociais, em consequência dos eventos climáticos extremos, tais como seca, cheias e ciclones.

Perante a realidade, segundo a fonte, a força de trabalho resiliente deverá ter competências para controlar as doenças sensíveis ao clima, desenvolver um sistema de vigilância, assim como compreender como as mudanças climáticas afectam a população e a prestação de serviços de saúde.

O sector da saúde, com pouco mais de 40 mil trabalhadores, vai intensificar a acção formativa virada à componente preventiva e curativa, através da dotação de novas habilidades aos seus funcionários, em face da ameaça das mudanças climáticas, que se traduzirá no aumento de algumas doenças, chuvas e cheias.

O encontro conta com a participação de membros do consultivo, da ministra do pelouro, médicos-chefes provinciais, gestores de recursos humanos a todos os níveis, oradores e moderadores, parceiros de cooperação, representantes da sociedade civil e demais participantes nacionais e internacionais.

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