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Ministro da Saúde são-tomense demite-se após polémicas no sector

Foto: Notícias ao Minuto

O ministro da Saúde são-tomense, Edgar Neves, envolvido em várias polémicas com os profissionais do sector, demitiu-se de suas funções, explicando que está na hora de passar o testemunho a quem possa ter melhores ideias e mais meios financeiros para a Saúde em São Tomé e Príncipe.

Apesar de o anúncio ter sido feito ontem, a demissão foi apresentada ao primeiro-ministro Jorge Bom Jesus na quinta-feira, de acordo com a DW.

“É hora de passar o testemunho a outros que provavelmente possam ter melhores ideias e mais meios financeiros para melhorarmos o sistema e o serviço nacional de saúde (SNS), para o bem de todos os são-tomenses”, disse.

Sem apontar uma razão concreta para o seu pedido de demissão, Edgar Neves não deixou de fora os opositores ao governo que “não descansaram em tratar da pior forma possível alguns dirigentes deste país, utilizando tudo e mais alguma coisa”, mesmo em contexto de pandemia.

O dirigente garante, porém, que a decisão foi tomada após consultas feitas e, por isso, considera ter dado o seu contributo “como cidadão e enquanto profissional da saúde para mitigação dos males que assolam o nosso país”.

O ministro da Saúde tem estado envolvido em várias polémicas recentes com os profissionais de saúde, por causa de condições de trabalho, mas também por causa de um caso que teve a ver com desvio de medicamentos do SNS de São Tomé.

Relativamente a este último, Edgar das Neves negou que alguma vez tivesse acusado os profissionais de saúde por esse desvio de medicamentos, mas reafirmou que esse desvio acontece e acusou os sindicatos e a Ordem dos Médicos de fazerem uma “tempestade em copo de água”, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

Antes, já os sindicatos e a Ordem tinham afirmado estarem “ainda mais distantes” do ministro da Saúde, depois de Edgar das Neves ter afirmado que “há incompetência e às vezes negligência, e o pior ainda o casamento das duas coisas” no sistema nacional de saúde são-tomense.

Na sexta-feira, a Ordem dos Médicos de São Tomé solidarizou-se com as exigências dos sindicatos de saúde “para obtenção de melhores condições de trabalho” e lamentou as reações do ministro da Saúde que escondem uma “incapacidade” de apresentar uma “solução ao problema”.

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