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Ministro da Saúde reforça equipa médica do HCM para aliviar pressão

Armindo Tiago esteve esta sexta-feira a trabalhar no departamento de medicina do Hospital Central de Maputo e amanhã vai auxiliar a equipa do Serviço de Urgências da maior unidade sanitária do país.

Médico endrocrinologista, Armindo Tiago e outros 99 médicos afectos às áreas administrativas e de direcção no pelouro da Saúde deixaram esta sexta-feira os gabinetes para atender doentes nas unidades sanitárias do Grande Maputo. O Ministro da Saúde trabalhou no Hospital Central de Maputo, departamento de medicina.

Ao chegar, apresentou-se à directora da enfermaria e recebeu orientações sobre as actividades programadas para o dia laboral, tendo em seguida se aproximado aos doentes para conhecer o seu estado clínico. O objectivo central da medida é aliviar a pressão sobre os colegas.

“Nós estamos numa altura em que há muita pressão sobre os profissionais de saúde e é fundamental que todos aqueles que podem dar um contributo para ajudar e aliviar o peso dos nossos colegas estejam aqui”, introduziu o titular, realçando que “eu sou médico especialista e, portanto, tenho competência suficiente para estar a trabalhar e ajudar os colegas”.

No Hospital Central de Maputo, mais de 350 profissionais de saúde já foram infectados pela COVID-19. Os médicos que exercem funções de direcção no Ministério da Saúde reforçam os profissionais da linha da frente, numa altura em que os casos positivos, óbitos e internamentos não dão tréguas. Estaremos em eminente colapso? O Ministro da Saúde responde que não.

“Não existe colapso. O que nós queremos fazer é evitar que cheguemos ao colpaso por causa do cansaço dos nossos colegas. Queremos é aumentar a disponibilidade de médicos de serviço e aliviar a pressão que existe sobre os colegas”, assegurou.

Entretanto, na maior unidade sanitária do país, o médico não ignorou as suas funções de dirigente, tendo, ao se aperceber da falta de medicamentos para o tratamento da diebetes e soro na Medicina II, se dirigido à farmácia para perceber o que se estava a passar. No local acabou por descobrir que ainda havia stock dos remédios acima referidos. Por isso ordenou: “A partir de hoje, antes de entrar na farmácia, um dos membros da vossa equipa deve circular pelas enfermarias para saber das necessidades existentes em termos de medicamentos”.

Desde hoje e durante tempo indeterminado, Armindo Tiago vai trabalhar às sextas-feiras no Departamento de Medicina e aos sábados no Serviço de Urgências do Hospital Central de Maputo. Além dele, mais 99 médicos que desempenham funções administrativas no Ministério da Saúde estão a reforçar os profissionais de saúde na “linha da frente”.

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