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Ministro da Saúde diz que a lotação do HCN é normal devido ao aumento de doenças como malária

A existência de doentes internados e assistidos no chão, por falta de camas, no Hospital Central de Nampula, deve-se ao aumento de doenças, como a malária, de Dezembro a Março de cada ano, explicou ontem o ministro da Saúde.

Uma situação dramática! É em condições deploráveis que dezenas de doentes, alguns em estado grave, dormem e são assistidos no chão por falta de camas no Hospital Central de Nampula, uma unidade sanitária de nível quaternário, ou seja, é referência para a região Norte do país, incluindo a província da Zambézia.

Os movimentos involuntários de alguns pacientes podem não ser só pela dor causada pela doença em si, mas também pelo desconforto de falta de condições condignas de internamento.

Segundo o ministro da Saúde, Armindo Tiago, a situação deve-se ao facto de, entre Dezembro e Março, haver um pico de doenças, das quais a malária.

“Nós devemos entender que os hospitais têm um conjunto de indicadores e um deles é a taxa de ocupação de camas. E a taxa de ocupação de camas na OMS é classificada como normal quando atinge entre 80 e 90%. Dependendo do peso da doença em cada região, a taxa de ocupação de camas pode sofrer flutuações, em geral e em Moçambique. E a experiência indica que a taxa de ocupação de cama, no período de Dezembro até Março, normalmente é alta. E qual é a razão? É sobretudo por causa do impacto do internamento de casos de malária. Esta é a situação concreta que estamos a ver em Nampula”, disse Armindo Tiago.

O ministro afiançou ainda que, a curto prazo, o Governo decidiu que o sector da Saúde deve ter a capacidade de maximizar a utilização de outras unidades sanitárias dentro da cidade de Nampula, como o Centro de Saúde de Muala-Expansão e o Hospital Geral de Marere, com vista à redução da pressão sobre o HCN com cerca de 580 camas.

Sobre a paralisação das obras do Hospital Geral de Nampula, Armindo Tiago garante que a empreitada não parou por falta de dinheiro, mas sim, por incapacidade do empreiteiro.

“Adicionalmente a isso, e numa medida que também tinha sido pensada a médio prazo, é a construção do Hospital Geral de Nampula. Infelizmente, por uma questão de falta de capacidade do empreiteiro, tivemos que cancelar o contrato de construção da obra, estando em curso o processo de escolha de um outro empreiteiro que possa concluir. A previsão do início depende muito de aspectos burocráticos, mas, até à segunda semana de Abril, prevemos que o novo empreiteiro arranque com a as obras, cujo término é 2023”, concluiu o governante.

Armindo Tiago falava, esta quarta-feira, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, onde se encontra de visita de trabalho.

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