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Mingas entrega acervo bibliográfico à Universidade Eduardo Mondlane

A conceituada cantora moçambicana, Mingas, fez, ontem, a entrega de um acervo bibliográfico à Universidade Eduardo Mondlane, composto por livros de engenharia.

São livros diversos, que versam sobre engenharia, que a Universidade Eduardo Mondlane recebeu esta quarta-feira. As obras, segundo a cantora moçambicana, pertenciam ao seu marido, e espera-se que reforcem o material bibliográfico da mais antiga instituição de ensino superior do país.

“Esses livros serão usados por vários alunos que tiverem necessidade ou que não tiverem acesso. Além de que o dono do livro é uma pessoa também formada na área, já profissional, mas que sempre consultava livros, procurava mais livros. Sempre achava que os livros faziam falta para os estudantes moçambicanos. Ele percebeu que havia muita falta do poder de compra”.

São mais de 50 livros com diversas temáticas sobre engenharia, que segundo Mingas, pertenciam ao seu falecido marido, formado nos Estados Unidos da América.

Para Orlando Quilambo, reitor da Universidade Eduardo Mondlane, os livros, por sinal, únicos, serão uma mais-valia na formação de futuros engenheiros. “Esses livros constituirão uma base para que os nossos estudantes possam aprofundar os seus conhecimentos, mas, acima de tudo, é uma oportunidade de partilhar as ideias com os outros estudantes”, disse Orlando Quilambo.

Mingas é compositora, cantora vencedora de vários prémios e também activista na defesa de direitos humanos. A sua integração no Grupo RM e na Orquestra Marrabenta Star de Moçambique ajudou-a a estabelecer o seu nome na arena musical do país.

Com a Orquestra Marrabenta fez as suas primeiras digressões europeias, entre 1987 e 1988. Nesse período, recriou e gravou a solo os clássicos moçambicanos, ‘Ava sati va lomu’ e ‘Elisa gomara saia’.

A sua consagração internacional foi em 1990, ao conquistar, em parceria com Chico António, o ‘Grand Prix Découvertes’, da Radio France Internacional, com a canção “Baila Maria”. Na sequência, grava em Paris o disco “Cineta” com o projecto “Amoya”, um esforço de internacionalização do Grupo RM.

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