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MINEDH orienta governos provinciais a criarem condições para possível regresso às aulas

O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) está orientar os governos provinciais e secretarias de Estado a criarem condições para um possível retorno às aulas, caso o Presidente da República relaxe algumas medidas de restrição no âmbito da prevenção da COVID-19. O MINEDH diz que a intervenção dos órgãos locais deve ser imediata para que o sector não seja apanhado despreparado.

Já está quase gasto o debate sobre o possível retorno às aulas no contexto do novo coronavírus, mas ainda não tem desfecho. Até aqui, buscavam várias ideias para a criação de condições para que os alnos regressem à escola.

Preocupado com o passar do tempo, em meio a uma subida exponencial dos casos do novo coronavírus no país, o sector da educação vem o seu calendário comprometido, mas não o suficiente para assumi-lo como perdido.

Numa luta contra o “tic, toc” do relógio, o Ministério da Educacao e Desenvolvimento Humano diz estar a criar condições para o regresso às aulas em meio ao novo coronavírus, mas desta vez pediu apoio dos órgãos locais para o efeito.

“Emitimos instruções para os órgãos locais, nomeadamente governos provinciais e secretarias de Estado no sentido de apoiarem ao Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano na dinamização de medidas que concorrem para a criação de condições quando se decretar o fim da pandemia e, também, se disser que já há uma possibilidade de podermos regressar às aulas”, afirmou Gina Guibunda.

Na esperança de que o Presidente da República poderá relaxar algumas medidas de restrição tomadas no âmbito do combate ao novo coronavírus, o MINEDH emitiu um documento com instruções claras sobre qual seria o cenário ideal para o regresso à escola.

Dentre os vários pontos, constam do documento normativo as seguintes acções: assegurar que todas as escolas tenham as condições sanitárias adequadas, nomeadamente sanitários limpos e funcionais, disponibilidade de água e sabão para higienização das mãos e promoção de outras medidas de higiene; garantir disponibilidade contínua de água e sanitários; assegurar condições de higiene e limpeza das escolas, internatos, lares e instituições de formação de professores; E cabe às direções das escolas actualizar o Plano Anual da Escola, incluindo as actividades de prevenção e combate à COVID-19; reactivar os grupos de saneamento; aarantir a limpeza e desinfecção das salas, sanitários, espaços e compartimentos escolares; criar pontos de lavagem das mãos com sabão ou cinza em local visível a todos os alunos e equipas escolares; articular com os pais/encarregados de educação para que os alunos organizem os materiais de ensino para o regresso à escola.

“O que nós estamos a dizer é que estas medidas são imediatas. Ou seja, a COVID-19 apanhou-nos de surpresa e nós não gostaríamos de que o anúncio do retorno às aulas também nos encontrasse em contrapé”, esclareceu a porta-voz do MINEDH, acrescentado que o sector vai se preparando dia após dia, criando todas as condições para que ao se decidir o retorno às aulas “nós possamos regressar com segurança, obedecendo todas as medidas de higiene preconizadas pelo Ministério da Saúde”.

E porque uma sala de aulas no país tem uma média de 50 alunos, a porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano assegura que o distanciamento físico estará observado, uma vez que o retorno às aulas poderá ser de forma gradual.

“É preciso, também, que as próprias escolas comecem a pensar como é que vão fazer em relação a este distanciamento físico”, recomendou Gina Guibunda, porta-voz do MINEDH, avançando que o sector está a pensar numa situação de gradualismo para o regresso às aulas, ou seja, “não estamos a pensar numa situação e que todos irão voltar ao mesmo tempo”.

O Ministério da Educação e Desenvolvimento sublinha, ainda, que não se pode considerar que o ano lectivo 2020 como perdido porque tal colocaria em causa comprometeria os novos ingressos de 2021.

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