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Miguel Alberty confirma que recebeu 35 milhões de Meticais por serviços prestados a Ângela Leão

Foto: O País

Hoje, o Tribunal que julga o “caso dívidas ocultas” ouviu apenas um declarante com ligações a Ângela Leão. Chama-se Miguel António Guimarães Alberty, e é dono da MOZAGO-Construções, empresa que prestou serviços à ré.

Alberty confirmou ao Tribunal que recebeu valores da M-Moçambique Transportes, Equipamentos e Serviços Lda e também de Ângela Leão, pelo pagamento dos serviços prestados. E, que algumas vezes, recebeu telefonemas do réu Fabião Mabunda a confirmar o pagamento da factura.

O Juiz Efigénio Baptista quis saber se o declarante não achou estranho o facto de o valor ter sido pago pela M-Moçambique Transportes, Equipamentos e Serviços, Lda. Miguel Alberty disse que o que interessava à sua empresa era receber o valor, por isso nada lhe foi estranho.

O declarante confirmou ao Ministério Público que recebeu, no total, 20.365 mil Meticais (vinte milhões e trezentos sessenta e cinco mil Meticais) de trabalhos prestados na moradia localizada no bairro Jonasse, pertencente à ré Ângela Leão, pagos pela M-Moçambique Construções.

A MOZAGO terá recebido mais 15.128.38.7 Meticais pagos directamente pela ré Ângela Leão, pelos serviços prestados na sua moradia.

ALberty reiterou que não foi celebrado nenhum contrato, mas foi estabelecida uma lista de pagamentos pelos serviços que seriam prestados, com os respectivos preços, enviados por e-mail.

Conta que conheceu Ângela Leão numa reunião de assinatura de fecho da proposta e Fabião Mabunda no seu escritório, dois meses depois de começar a obra, em 2014.

A Ordem dos Advogados e os da defesa, excepto o da ré Ângela Leão, prescindiram de interrogar o réu.

Ao advogado Damião Cumbana, o declarante disse que a MOZAGO-Construções foi contratada pela ARKTEK, através de um concurso público, para terminar as obras que estavam na fase de estrutura e alvenaria. Sucede que, depois, a empresa foi afastada e o declarante acrescentou que não sabe quem sucedeu formalmente a sua firma. No entanto, sabe que Texeira Duarte comprou o material que havia sido adquirido particularmente para aquela obra.

Miguel Alberty esclareceu igualmente que, em Junho de 2014, quando a MOZAGO começou a prestar serviços na obra, havia mais de um edifício, com a estrutura levantada, dentro do complexo.

De referir que o segundo declarante que tinha sido agendado para hoje não compareceu ao Tribunal, alegadamente por estar a residir em Portugal. Para amanhã, prevê-se a audição a mais dois declarantes.

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