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“Mesmo com presença dos militares, terroristas conseguem atacar” em Niassa

Foto: O País

Os ataques terroristas tendem a intensificar-se na província de Niassa, uma situação que já preocupa as autoridades moçambicanas. A 22 de Dezembro corrente, por exemplo, cinco pessoas foram mortas e uma ferida. Os residentes dizem que “mesmo com presença dos militares, os terroristas conseguem atacar”.

Mesmo com a protecção das Forças Defesa e Segurança (FDS), homens armados invadiram a localidade de Naulala, onde mataram cinco pessoas e feriram gravemente uma idosa, para além de queimaram casas, como conta João Rodrigues, morador da localidade de Naulala.

“À noite, nós só ouvimos pessoas a gritarem e a fugir, quando saímos, vimos só fumo em cima. Fugi com a minha família. Ouvi que morreram pessoas e uma idosa foi balhada”, testemunhou Rodrigues.

Segundo DW, citando a Televisão de Moçambique, os ataques foram protagonizados por terroristas do grupo “Alsunawadjamah”.

Os moradores afirmam não se sentirem seguros, apesar da presença militar no local, “porque nunca se sabe onde acontecerá o próximo ataque”, como afirma Luiza Pedro.

A residente de Naulala nota que a “situação está a piorar no distrito, mesmo com a presença de muitos militares, os terroristas conseguem atacar pessoas inocentes”, disse a Luiza Pedro que fez um apelo ao Governo de Moçambique.

“O medo é constante, o que devemos fazer é só sair para outros locais. O Governo deve ver bem essa situação, porque desta vez morreram cinco pessoas, estamos a caminho de se tornar um novo Cabo Delgado”, sublinha.

Mesmo assim, o administrador do distrito de Mecula, António Joaquim, está confiante na presença das Forças de Defesa. “A situação está controlada, porque as FDS estão a trabalhar, mas a componente vigilância por parte da população é fundamental para as operações”, diz.

E António Joaquim fez apelos: “À população, que se mantenha vigilante acima de tudo, porque terroristas ainda andam por aqui e todo cuidado ainda é pouco. Não podemos desleixar-nos, temos de continuar vigilantes e qualquer movimento estranho comunicar às autoridades.”

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