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Mercado Zimpeto: Clientes alegram-se com preços e comerciantes querem mais

A quadra festiva está à vista e algumas pessoas já começam a preparar os detalhes de modo a que possam passar da melhor forma as festas. E o mercado grossista do Zimpeto tem sido preferência de muitas donas de casa da capital moçambicana. É o caso da senhora Judite Manjate que logo pela manhã, do último sábado, esteve naquele mercado para segundo ela antecipar-se à subida dos preços. “É mais barato comprar comprar os produtos agora. Hoje comprei um pouco de tudo, porque os produtos ainda estão a um preço aceitável. Aconselho as outras donas de casa a que comprem os produtos agora para não tenham problemas com os preços que, regra-geral aumentam quanto mais as festas vão se aproximando”, advertiu.

Tal como Judite, Edna Piedade esteve no mercado do Zimpeto para comprar cebola e disse à nossa reportagem que os produtos são mais baratos. “Sempre comprei o saco de cebola nos contentores e não imaginava que havia tanta diferença. Lá comprava a 250 meticais, aqui compro a 180 meticais. Entretanto, sempre gostei de fazer compras muito antes das datas festivas para que não encontre os produtos mais caros como tem sido prática no nosso país”, disse.

VENDEDORES QUEIXAM-SE DE FALTA DE CLIENTES
A poucos dias da festa do natal, alguns vendedores queixa-se de falta de clientela. Francisco Elias que comercializa tomate, por exemplo, chegou a dizer que os clientes tendem a comprar mais quando os produtos estão mais caros. “No ano passado a caixa chegou a custar 1000 meticais e as pessoas compravam muito o tomate. Agora está muito barato e as pessoas não compram como se esperava. Temos muito tomate que vem de Moamba, Goba e Chókwè”, detalhou.

Por seu turno, Alberto Joaquim, vendedor de cebola, justificou a falta de clientes com a crise que reduziu o poder de compra das famílias. “Não há dinheiro, o que faço é facilitar as pessoas. Aos mais fiéis, tenho dado a facilidade de levarem o produto e pagarem ao final do mês, porque temos consciência que as coisas não estão fáceis. A crise reduziu e muito a capacidade de compra das famílias moçambicanas”, lamentou.

Enquanto alguns lamentam, outros nem por isso. É o caso de João Macuácua vendedor de batata-reno. “O negócio está bom, as pessoas têm vindo a comprar e bem as batatas. Compram sempre aos finais do mês. Nesta época tenho vendido bem. Não tenho motivos para queixas. Nós até fazemos descontos, isso depende da quantidade de batatas que a pessoa compra, quanto mais compra mais desconto terá. O nosso objectivo é agradar os nossos cliente”, avançou.

Mesmo acontece com Isabel Manhique, revendedora de tomate. Ela contou que, nesta época do ano, não tem problemas de clientes no Bairro Luís Cabral, onde pratica a actividade.

Neste momento, o preço da caixa de tomate varia entre 480 a 180 meticais, o saco de batata reno de 300 a 280 e de cebola de 170 a 290. Os vendedores consideram que o tomate é o produto mais abundante naquele mercado grossista, sendo que devido a falta de clientes parte do produto está condenado ao apodrecimento.

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