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Menor de 10 anos violada pelo padrasto

Uma menor de 10 anos de idade está acamada desde o dia 20 de Março do mês passado, devido a dores intensas nos seus órgãos genitais, em consequência de uma violação, supostamente protagonizada pelo seu padrasto, de 32 anos de idade, no bairro da Manga na cidade da Beira.

A menor contou que no dia que foi violada, o referido autor do crime teria solicitado a presença dela no seu quarto, a esposa estava ausente, encontrava-se na igreja, e sem suspeitar de nada, porque várias vezes chamamentos semelhantes já tinham ocorrido para diversos fins domésticos, ela foi ao encontro do padrasto.

“Ele de repente fechou a porta e tapou a minha boca. Agarrou-me com forca e levou me para cama onde violentou-me. Passado algum tempo as minhas amigas chamava por mim no exterior, ele soltou-me e depois do acto ameaçou espancar-me caso eu contasse o que tinha sucedido a minha mãe”, contou a vítima.

E quando esta  chegou o suposto violador alegou que a filha estava com malária mas ela  estranhou o estado da filha. “Malaria saindo sangue nos órgãos genitais? Pela idade o aparecimento do primeiro período ainda estava longe, dai que comecei a investigar a minha filha e ela confessou que o padrasto, o meu marido, a tinha violado, no nosso quarto e na nossa cama. Não acreditei e levei a criança para o hospital onde foi confirmado a violação. Recorri a Polícia e o autor do crime foi detido. Para meu espanto três dias depois foi solto, não sei porque razões. Exijo justiça”, pediu a mãe.

Este jornal soube junto da Polícia que foi aberto um auto com o número 151/2021, mas não conseguiu apurar porque razões o indiciado foi solto. A PRM garantiu, entretanto, que o processo foi remetido à Procuradoria da Cidade da Beira.

“Este indivíduo deve ser responsabilizado. Violentar uma menor de idade e sem nenhuma protecção é crime e nada justifica a sua soltura. Não sabemos se ele é ou não portador de alguma doença, por isso urge a sua recondução a cadeia para ser submetido a exames médicos e depois cumprir a pena. A sua liberdade é um risco para outras menores”, exortou uma vizinha da vítima.

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