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Membros da FADM formados em matérias de prevenção do recrutamento de crianças-soldados

Foto: O País

Trata-se de uma iniciativa do Ministério da Defesa Nacional, UNICEF e Instituto Dallaire para a Infância, Paz e Segurança, que beneficiou a mais de 100 efectivos das Forças Armadas de Moçambique (FADM), formados sobre a prevenção do recrutamento e utilização de crianças em conflitos armados.

A formação, que culminou com a atribuição de certificados aos participantes, teve início a 16 de Novembro do ano em curso, e marca a implementação de um memorando de entendimento entre o Ministério da Defesa Nacional, o UNICEF e o Instituto Dallaire, para ministração de formações em protecção da criança às FADM.

Num comunicado, as instituições dizem que a formação é vital para uma Força bem preparada e profissional, que contribui para acabar com o recrutamento e utilização de crianças por grupos armados e prevenir o recrutamento futuro.

O recrutamento e utilização de crianças é uma das seis graves violações contra crianças em conflitos armados. Todos os anos, dezenas de milhares de crianças a nível mundial, tanto raparigas como rapazes, são utilizadas pelas forças armadas e grupos armados numa variedade de papéis, tais como combatentes, cozinheiros, carregadores, mensageiros e espiões. Muitas, especialmente raparigas, são também sujeitas a abuso e exploração sexual.

“O reforço da capacidade do FADM para prevenir violações graves contra crianças, com especial ênfase na prevenção do recrutamento e utilização de crianças como soldados, e a colocação activa dos direitos das crianças à cabeça produzirá um quadro que permitirá a protecção das crianças e garantirá um futuro pacífico. A aplicação destas competências também desempenha um papel importante no fim dos ciclos de violência que podem conduzir a conflitos recorrentes”, diz o Representante Interino do Instituto Dallaire em Moçambique, Arsène Mukendi Tshidimu.

Por seu turno, a representante adjunta do UNICEF em Moçambique, Katarina Johansson, disse que as crianças são recrutadas ou utilizadas por actores armados, as suas vidas são destroçadas, com consequências significativas para o seu bem-estar físico e mental. E desenvolver a consciência, os conhecimentos e as competências para evitar que raparigas e rapazes sejam tomados e utilizados por grupos armados é um passo fundamental para assegurar a sua protecção, ao mesmo tempo que contribui para o alcance da paz e da segurança.

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