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Meliantes roubam somas avultadas de dinheiro no BCI central em Quelimane

Desconhecidos assaltaram, na tarde de hoje, a tesouraria do BCI central em Quelimane na província da Zambézia. O assalto deu-se por volta das 15 horas e ainda não se sabe ainda quem são os envolvidos.

O nosso jornal apurou que o assalto ocorreu justamente no período do fecho da tesouraria. Os assaltantes entraram pela zona dos grandes pagamentos, concretamente, na tesouraria central, onde se movimentam grandes somas de valores de empresas e de outros agentes.

Apesar de o assalto ter ocorrido durante a tarde, ninguém se apercebeu ou desconfiou do crime. Nem mesmo os que estavam dentro da agência notaram os movimentos dos assaltantes.

Segundo relatam as fontes, os meliantes saíram do banco com as quantias, de forma bastante camuflada como se de clientes se tratassem. Aliás, um agente de serviço até ajudou a carregar um dos volumes de dinheiro para o carro, pensando que eram pessoas honestas e clientes do banco.

As testemunhas que se encontravam no interior do banco, a efectuar depósitos, narram que não se aperceberam do que se estava a passar, todavia viram movimentos agitados do gerente e da directora do banco, foi daí que todos os clientes começaram a entender que o banco estava a ser assaltado.

“Não ouvimos absolutamente nada. Não desconfiamos, nem se quer vimos os meliantes. Acompanhei que pessoas estranhas entraram na tesouraria do banco e tiraram quantias avultadas”, disse uma das fontes.

O porta-voz do comando provincial da Zambézia, Sidner Lonzo, não tem dúvidas de que sejam meliantes experientes e que o fizeram em conexão com os colaboradores da agência.

Segundo a explicação de Lonzo, um dos seguranças, recebeu a informação de um dos funcionários do banco, de que iria uma equipa para deixar um equipamento e que ele devia permitir a sua entrada.

Tal se deu e, na sequência, um dos funcionários abriu a primeira porta através de um código, um outro funcionário abriu a segunda e, de forma subsequente, outras quatro portas foram abertas, até ao acesso da casa forte, local considerado “coração de banco”,  por ser lá onde ficam todos os valores monetários.

O porta-voz do comando policial na Zambézia esclareceu ainda “que chegado ao interior do banco, os funcionários foram ameaçados com arma de fogo e trancados num compartimento. De seguida, os meliantes, ao seu bel-prazer, foram escolhendo os maços de dinheiro, encheram os sacos e saíram tranquilamente. Entraram numa viatura ligeira e seguiram sem deixar rastros”.

Um pouco depois da ocorrência, o Serviço Nacional de Investigação Criminal fez-se ao local para trabalhos de investigação e todos os colaboradores do sector da tesouraria foram levados para investigações mais apuradas e detalhadas.

Refira-se que, no banco, existem dispositivos de segurança, nomeadamente, alarmes que accionam sempre que ocorrem casos do género, mas estes não deram algum sinal, no momento do assalto.

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