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Mauritânia para chancelar recorde de EP7

Fotos: O País

Os Mambas defrontam, sábado, às 19h00 da Mauritânia (21h00 de Maputo), a equipa da casa em jogo do Torneio Internacional de Nouakchott inserido na Data-FIFA. Caso esteja a 100%, Domingues (EP7) poderá tornar-se no jogador com mais internacionalizações pelos Mambas (95), superando o avançado Tico-Tico que jogou em 94 ocasiões pela selecção nacional de futebol.

Foi-se o Níger, vem aí a Mauritânia. É o segundo ensaio dos Mambas para os futuros compromissos a sério, precisamente, o ataque à fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN-2023), prova a realizar-se na Costa do Marfim.

Os Mambas travam sábado, já com a presença do ausentado chefe de equipa, um duelo com um conjunto que marcou presença no CAN Camarões 2021, pelo que é aceitável para testarem aquilo que se pretende consolidar e introduzir na equipa.

É uma partida na qual, acima de tudo, o combinado nacional procura corrigir aquilo que de errado ocorreu contra os nigerinos: fraca finalização.

É que, na primeira parte, a selecção nacional não conseguiu capitalizar algumas oportunidades claras para o golo, situação que contribuiu para o terceiro empate a uma bola no historial de confrontos com o Níger.

Os Mambas têm que ser mais acutilantes no último terço dos seu adversário, devendo criar mais espaços para alimentar os avançados que se recomenda maior concentração e bom índice de concretização. Dayo revelou total desacerto com a baliza do Níger, desperdiçando algumas situações que podiam ter resultado em golos.

Chiquinho Conde deverá operar algumas alterações no onze a ser escalado para o confronto com os anfitriões.

A começar, claramente, pelo capitão Domingues que deverá assumir a titularidade depois de ter sido lançado na segunda parte do jogo com o Níger. Domingues juntou-se “tarde” ao grupo de trabalho devido aos compromissos da sua equipa Royal AM na Premier Soccer League.

E, no sábado, caso esteja a 100%, poderá tornar-se no jogador com mais internacionalizações pelos Mambas (95), superando, desta forma, o carismático avançado Tico-Tico que jogou em 94 ocasiões pela selecção nacional de futebol.

Clésio Baúque, que entrou a substituir Infren, poderá também ser primeira opção no lado direito da defesa da selecção nacional. Clésio não só deverá acrescentar velocidade mas também maior profundidade a este sector. De resto, Chiquinho Conde voltou a chamar o jogador do Marítimo por conhecer as suas capacidades e estar ciente de que a sua experiência pode ser uma mais-valia, sobretudo nas acções ofensivas da selecção nacional de futebol.

 

ZAINADINE JÚNIOR JÁ SE ENCONTRA EM PORTUGAL

Depois de ter visto recusada a sua entrada na Mauritânia pelas autoridades devido ao facto do seu passaporte expirar daqui a cinco meses, situação que vai contra as regras estabelecidas naquele país, que determinam que, para se entrar naquele território, o documento deve ter seis meses de validade, o internacional moçambicano Zainadine Júnior regressou, quinta-feira, a Portugal.

Humilhado e “despido do seu valor”,  o valoroso jogador do Marítimo acabou por ficar retido no  Aeroporto Internacional de Nouakchott à espera do voo que o levasse de volta a terras lusas.

Em mensagem publicada na rede social “Instagram”, “Finho”, um dos capitães dos Mambas, agradeceu a todos que lhe deram suporte em momentos difíceis: “Amigos, gostaria de agradecer a todos pelo apoio que me prestaram nestas horas difíceis. Estou bem e já de regresso a Portugal, ao meu clube”, escreveu.

Consta que o jogador teria manifestado à Federação Moçambicana de Futebol (FMF) o desejo de seguir viagem a Maputo, onde viria regularizar a sua documentação.

Zainadine desejou bom trabalho aos colegas de equipa nos jogos inseridos no Torneio Internacional de Nouakchott. “Bom jogo, malta, vamos com tudo”, desejou.

Outro jogador, que ficou retido e, depois recambiado, é o avançado Reginaldo Faite que lhe viu ser negada a entrada na Mauritânia face às irregularidades na sua documentação.

Ou seja, o internacional moçambicano, que evolui no Dínamo, não tinha cartão de vacinação contra a COVID-19 e febre-amarela, condição para entrar na Mauritânia.

 

AFINAL, CONDE TEVE AUTORIZAÇÃO PARA SE AUSENTAR!

Finalmente, foi quebrado o silêncio em torno da polémica alimentada pela ausência de Chiquinho Conde no jogo entre os Mambas e o Níger, na quarta-feira, por este ter estado a participar no fórum de treinadores de futebol, em Portugal.

Entre especulações de desorganização administrativa e falta de seriedade na abordagem do espaço selecção nacional, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) veio explicar-se após o verniz estalar.

E foi na voz do vice-presidente para as selecções nacionais, Martinho Mucuana, o destro Paito, que se soube que Chiquinho Conde informou com dois meses de antecedência sobre a necessidade de participar no fórum de treinadores, acção de formação havida na “tuga”.

Só que a FMF e Paíto, que deu a cara, não comunicaram com antecedência ao povo moçambicano, aquele que sofre com as constantes derrotas e vibra com as raras vitórias dos Mambas, quais os motivos da ausência do chefe de equipa na concentração do combinado nacional.

“Estava inicialmente previsto que ele conseguisse chegar a tempo do jogo de hoje, mas, devido ao término tardio do curso, não conseguimos voo na noite de ontem, pelo que só pode chegar amanhã. Contudo, ele está sempre connosco via plataformas digitais. Está lá com a nossa anuência, pois é um acto que nos pode trazer vantagens como Federação. Claro que os atletas sentirão a falta dele, pois é como um pai, mas temos de manter o foco, até porque, a partir de amanhã, estará connosco para preparar o jogo de sábado”, disse Martinho Mucuana, citado pelo matutino “Notícias”.

Falhou, uma vez mais, a comunicação por parte da Federação Moçambicana de Futebol e do próprio seleccionador nacional que deviam, e muito bem, evitar “tanto barulho”.

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