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Matola celebra 50 anos de existência e aponta desafios por superar

Foto: O País

A construção do aterro sanitário de Matlhamele, no Município da Matola, continua refém da conclusão do reassentamento de centenas de famílias que se encontram no traçado da infra-estrutura, bem como do pagamento de indemnizações. Enquanto isso não acontece, a edilidade diz que vai construir usinas para a transformação das 1.200 toneladas de lixo produzido, diariamente, em energia. 

Até 2014, o Município da Matola cresceu de cerca de 170 milhões de meticais para 600 milhões de meticais, dinheiro que é usado para despesas correntes do funcionamento e não investimento. Contudo, mesmo com esse crescimento a edilidade ainda enfrenta problemas de saneamento, inundações, estradas degradadas, transporte insuficiente, ocupação ilegal da terra e desordenado do solo urbano.

Alguns destes problemas são reconhecidos pelo próprio edil, numa altura em que o Município da Matola prepara a celebração dos 50 anos da sua elevação à categoria de cidade.

Esta segunda-feira, Calisto Cossa disse que o projecto do aterro sanitário de Matlhamele não está abandonado e explicou: “há um trabalho que está sendo feito desde essa altura de mobilização dos munícipes que tinham ocupado os terrenos para serem reassentados em outro terreno. Houve um levantamento, também porque entramos em acordo de que devia haver no mínimo uma compensação, estamos a trabalhar com o Fundo de Desenvolvimento Sustentável, para que isso se efective. Há atrasos, temos que reconhecer, temos que assumir que não significa abandono, mas há que respeitar essas situações a que me referi”, concluiu Cossa.

E enquanto as obras do aterro não são concluídas, o município avança com outras soluções para minimizar a situação do lixo na cidade.

De acordo com o edil da Matola, os cálculos feitos há 4 anos apontam para a produção de 1200 toneladas por dia, naquela autarquia, o que está a inquietar os vários intervenientes, desde os munícipes e própria edilidade. ” Nós queremos transformar o lixo em luxo, porque lixo dá dinheiro, por isso decidimos que devíamos criar usinas para aproveitamento desse lixo, na produção de energia, pelo que há várias realizações que nós temos nas celebrações dos 50 anos.”

Apesar dos desafios existentes, o elenco de gestão municipal reclama para si vários ganhos na melhoria da rede viária, no provimento de água, na segurança dos munícipes e construção de várias infra-estruturas de utilidade pública

No âmbito da celebração dos 50 anos da Matola, há apostas na construção de mais estradas e reabilitação de outras. O edil anunciou, igualmente, a construção de novas valas de drenagem e o orçamento para o efeito já está garantido. O Município aposta também na digitalização da cidade, aliás, o lema escolhido para os 50 anos é “transformação digital para bem servir”.

Calisto Cossa disse que nessa perspectiva, em breve, a sua administração vai transformar os processos administrativos em digitais e promete a colocação de pontos gratuitos de acesso à Internet, ao longo do espaço autárquico.

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