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Marcelo Rebelo de Sousa apoia deslocados de terrorismo em Cabo Delgado

O Presidente da República de Portugal vai doar cerca de 2,2 milhões de meticais do “Prémio José Aparecido de Oliveira”, que lhe foi atribuído pela CPLP às vítimas do terrorismo no norte de Moçambique. O Chefe de Estado português manifestou esta intenção no encerramento da 13ª cimeira da CPLP.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) atribuiu, em Março do corrente ano, a 5ª edição do “Prémio José Aparecido de Oliveira”, ao presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa.

O prémio foi entregue ao estadista luso na 13ª cimeira da CPLP realizada em Luanda, capital angolana, e foi de lá mesmo onde Marcelo Rebelo de Sousa decidiu doar o valor às vítimas do terrorismo em Cabo Delgado. São 30 mil euros, correspondentes a cerca de 2,2 milhões de meticais a serem entregues a Cáritas de Moçambique e, a partir dela, às organizações não-governamentais que têm vindo a prestar apoio aos deslocados.

“É nesse sentido que tenciono doar o valor ‘Prémio José Aparecido de Oliveira’ a Caritas de Moçambique para que seja distribuído pelas organizações não-governamentais que, em Cabo Delgado, tanto fazem e em condições tão difíceis, pela verdadeira e duradoura paz social com ilimitada devolução humanitária. Para estes e para todos os que em todas as nossas pátrias soberanas constroem a liberdade, a fraternidade e justiça, todos os dias vai o meu primeiro e último pensamento”, declarou o Presidente português.

O anúncio de Rebelo de Sousa de apoio aos deslocados de Cabo Delgado foi seguido de uma efusiva salva de palmas dos representantes de Estados-membros e de Governos da CPLP presentes na cimeira de Luanda. Entretanto, não foi detalhado o valor do prémio.

Em representação de Moçambique na 13ª cimeira da CPLP, o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, mostrou a sua satisfação à solidariedade prestada pelos Estados-membros da organização no combate ao terrorismo.

“Foi muito notório e importante. Todos eles foram unânimes em expressar que, sim, nós temos que unir esforços para que o terrorismo seja erradicado em Moçambique. O terrorismo é um mal global, por isso não podia ficar alheio à coligação das nações da CPLP”, precisou Carlos Agostinho do Rosário.

Instituído em 2011 e de cariz bienal, o “Prémio José Aparecido de Oliveira”, antigo diplomata e ministro da Cultura do Brasil, promove a atribuição de um diploma de mérito e de uma prestação pecuniária, pretendendo reconhecer e homenagear personalidades e instituições que se distingam na defesa, valorização e promoção dos princípios, valores e objectivos da CPLP, bem como na realização de estudos e trabalhos de investigação que se inscrevam neste âmbito.

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