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Maputo vai acolher Taça dos Campeões da região em Vólei de Sala

Fotos: O País

O torneio regional de vólei de sala terá lugar de 6 a 15 de Janeiro do próximo ano, em dois pavilhões, e vai contar com cerca de 25 equipas de ambos os sexos. Moçambique será representado por três clubes em masculinos e dois em femininos, que se inscreveram junto à organização através da Federação Moçambicana de Voleibol.

É uma das premissas do novo elenco da Federação Moçambicana de Voleibol, de colocar o país na rota dos circuitos de Voleibol regional, africano e mundial. E para começar, a Taça dos Clubes Campeões, em ambos os sexos, ao nível da região, prova que terá em Janeiro, em Maputo.

Mahomed Valá, presidente da Federação Moçambicana de Voleibol, foi quem deu a conhecer esta competição, que devia ter decorrido em Dezembro do ano passado, mas, devido à pandemia da COVID-19, foi adiada para este ano. Sucede, porém, que, mesmo para este ano, houve algumas reticências que fizeram com que a prova voltasse a ser adiada, de Dezembro para Janeiro de 2022.

Ainda assim, a direcção regional de Voleibol, liderado por Khalid Cassamo, ex-presidente da Federação Moçambicana da modalidade, assegura que seja o país a acolher a prova, havendo esperança de que “desta vez seja de vez”, depois de tantos adiamentos, mesmo tendo em conta o facto de estar em iminência, no país, a quarta vaga da COVID-19, que já afecta países como África do Sul e Botswana.

“Estamos na expectativa de podermos acolher esta prova em Janeiro e posso garantir que estamos preparados para acolher esta competição regional”, disse Mahomed Valá, tendo acrescentado que o trabalho em acção neste momento é de procura de parceiros que possam aliar-se ao projecto e, “através das suas marcas, projectar-se o nosso país para futuras recepções de competições ao nível africano”.

Valá disse estar à espera de, pelo menos, 25 equipas: “Podemos ser cerca de 15 em masculinos e 10 em femininos, mesmo por causa do aumento de casos da pandemia da COVID-19 em alguns países, bem como das restrições que possam ser provocadas por esta doença. “Na África do Sul, por exemplo, não sabemos se virão todas as equipas que estavam inscritas, nem de outros países, por causa da pandemia, mas esperamos cerca de 25 equipas de ambos os sexos”, deu a conhecer Mahomed Valá.

Para esta competição regional, Moçambique será representado por cinco equipas, sendo três em masculinos, nomeadamente AT de Nampula, Unizambeze da Beira e UP de Maputo, enquanto em femininos estarão as equipas da UP e Académica, ambas de Maputo.

 

CAMPEONATOS NACIONAIS CANCELADOS SINE DIE

Entretanto, os representantes moçambicanos na Taça dos Campeões da região deviam ser apurados nos campeonatos nacionais que deviam ter tido lugar em Maputo, de 19 a 27 de Novembro passado, mas tal acabou por não acontecer devido a problemas de comunicação.

É que uma semana antes da realização das provas nacionais de voleibol de sala, muitos clubes comunicaram à Federação Moçambicana da modalidade que não estavam preparados para participar, pois tiveram informação tarde. “Quando se aproximavam os dias dos nacionais, alguns clubes nos informaram que não tiveram a informação a tempo e, por isso, não estavam preparados. Ou seja, as Associações Provinciais não informaram a tempo aos clubes, seus filiados, e tivemos que cancelar a prova”, esclareceu Mahomed Valá.

Este cancelamento fez com que se encontrasse outra forma de ter representantes nacionais na Taça dos Campeões da região, e a Federação Moçambicana de Voleibol lançou o espaço aberto para quem quisesse participar. “Não quisemos deixar que fossem apenas os clubes de Maputo a participar, tendo em conta que temos mais clubes noutras províncias. Então, abrimos espaço para os clubes que quisessem inscrever-se”, deu a conhecer Valá, acrescentando que “foi assim que tivemos a disponibilidade de uma equipa de Nampula, uma da Beira e três de Maputo e isso nos satisfaz”.

O principal objectivo da participação moçambicana nesta competição regional, segundo Mahomed Valá, é recuperar a hegemonia que o país já teve na região. “Se estamos recordados, a AT de Nampula sempre conquistou a Taça dos Campeões ao nível da região e, através desta competição, que será no nosso país, podemos recuperar. A UP Maputo, em femininos, por exemplo, foi campeã regional em 2019 e queremos continuar a ter essa hegemonia”, disse o presidente da Federação Moçambicana de Voleibol.

As provas desta competição regional terão lugar no pavilhão do Desportivo Maputo, já assegurado junto da direcção da colectividade, esperando-se ainda pela disponibilização do pavilhão da UEM, que, neste momento, recebe obras de remodelação para acolher o torneio Cosafa em Futsal.

 

MOÇAMBIQUE FALHA MUNDIAIS DEVIDO À COVID-19

Clubes à parte, as selecções nacionais de vólei de praia também se viram impedidos de disputar provas internacionais devido à pandemia da COVID-19. Duas duplas de masculinos e femininos em sub-19 e sub-21 deviam representar o país nos mundiais da Tailândia, mas a última hora não levantaram voo devido às restrições que o país e a região austral de África têm estado a ser obrigados a cumprir, em relação a alguns países da Europa, da Ásia e da América, por conta do surgimento da variante Ómicron, da COVID-19.

Mahomed Valá disse que foi uma informação que caiu como gelada no seio da sua direcção e atletas, até porque “já tínhamos feito todo processo logístico para a participação das nossas duplas, e, na semana passada, recebemos a informação de que Moçambique está na lista negra da Tailândia e não podemos entrar naquele país”.

Mas, as medidas foram tomadas em relação a esta situação: “escrevemos uma carta para a Confederação Africana de Voleibol e mostrámos o nosso desagrado com esta situação e eles já nos informaram que, na próxima competição mundial, estaremos presentes, seguramente. Estamos satisfeitos, porque a Confederação Africana acatou a nossa reclamação, que é também dos países da região e de alguns de África, que também foram impedidos devido a estas restrições”, disse Mahomed Valá.

Para já, em termos de projecções, Valá diz que o objectivo da sua direcção é qualificar, pelo menos, uma dupla aos próximos Jogos Olímpicos, em Paris, em 2024, para além de trazer ao país, mais concretamente a Vilankulo, vários circuitos de voleibol, nomeadamente o Campeonato Africano e um circuito mundial.

A formação de treinadores e de árbitros, bem como a massificação da modalidade nas escolas, são outros dos objectivos desta direcção que vai liderar o voleibol moçambicano no quadriénio 2021-2024.

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