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Maputo celebra hoje 134 anos de elevação à cidade

A Cidade de Maputo celebra hoje 134 anos de elevação a esta categoria. São anos marcados por mudanças, ganhos, mas ainda persistem desafios. A edilidade reconhece, todavia destaca avanços inquestionáveis nas áreas de saneamento, emprego e habitação para jovens.

Uma centena, três décadas e quatro unidades é o tempo em que se celebra a elevação de Maputo à categoria de cidade. Esta quarta-feira, 10 de Novembro, a Cidade de Maputo parou para celebrar a efeméride.

Reunidas na Praça dos Heróis moçambicanos, membros da edilidade, da Secretaria do Estado e diplomatas procederam à habitual deposição da coroa de flores. Na ocasião, o edil da Cidade de Maputo, Eneas Comiche, falando a jornalistas, referiu que os 134 anos da cidade das acácias devem constituir razão de orgulho para cada munícipe, pois revelam a liberdade de decidir sobre o futuro.

“Pela passagem de mais um aniversário da nossa bela cidade das acácias e jacarandás, saúdo vivamente e felicito todos os munícipes, sem excepção, e todos aqueles que se encontram entre nós como visitantes; fazemos vozes para que o dia seja bem passado. Há 34 anos de Maputo completou 100 anos de idade e, desde esta altura, passamos a fazer de cada 10 de Novembro um momento de convívio e de celebração multifacetada, em homenagem a este lugar que chamamos nossa casa, capital da nossa terra e do nosso país, lugar onde outros elegem de visita obrigatória para uma breve passagem para férias ou negócio”, disse.

Durante o seu discurso, o Presidente do Conselho Municipal de Maputo afirmou ter em conta as promessas feitas e renova o compromisso de prestar serviços de qualidade e ouvir as sugestões dos munícipes, seguindo à risca o seu manifesto eleitoral.

“Seguindo o plano de desenvolvimento municipal 2019-2023, o Conselho Municipal procurou aprimorar a capacidade de prestação de serviços ao munícipe, de manutenção de infra-estrutura, garantir o ordenamento do solo urbano e uso adequado dos espaços públicos, planificar e elaborar projectos para a melhoria de assentamentos informais, lidar com as situações de inundações pela chuva, formação e apoio os jovens em diferentes áreas profissionais, melhorar as condições de ensino e aprendizagem nas escolas, melhorar as condições de mobilidade urbana”, referiu o edil.

Apesar dos impactos negativos da pandemia da COVID-19 que, segundo o edil, reduziram as receitas do município e pressionaram ainda mais as suas contas, de 2019 a esta parte a alguns factos que merecem destaque, ligados às áreas de Saneamento, Emprego e habitação para jovens.

“Para beneficiar a juventude, foi possível capacitar 48.411 jovens vulneráveis, de ambos os sexos, em áreas profissionalizantes e de geração de renda; integrar 1400 jovens em programas de estágio profissional e atribuir 487 kits completos de auto-emprego”.

Sobre a habitação, Comiche disse estarem em curso campanhas que facilitam aos jovens ter a sua primeira habitação, a preços controláveis, tendo o município já atribuído “150 terrenos em processo de infra-estruturação, no distrito municipal Ka-Tembe; está em curso a construção de 100 casas, a custos controláveis para jovens no bairro Incassane; parcelamento de 400 teremos, também em Ka-Tembe”.

Sobre os problemas que ainda tiram sono aos munícipes da capital, o Governante destacou o comércio informal, que segundo ele, continua um “calcanhar de Aquiles” e, como solução, estão em curso feiras temáticas e campanhas de requalificação dos mercados por forma a atrair os vendedores ao interior dos mercados.

Ainda sobre os “calcanhar de Aquiles”, a problemática de transporte vai ao de cima e o vereador de Mobilidade, Transportes e Trânsito do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, José Nichols, reconhece o martírio que é andar de transporte público na cidade das acácias e aproveitou o momento para fazer mais promessas.

“Através dos esforços com o Governo, temos a expectativa de trazer cerca de 100 autocarros para a Cidade de Maputo, dos quais 80 irão funcionar a gás, que vão alimentar, não apenas a zona metropolitana, mas também os distritos e províncias vizinhas. Nós esperávamos que, até Agosto, já teríamos estes autocarros aqui, mas agora mantemos a esperança de tê-los ainda no mês de Novembro ou princípios de Dezembro.”

Nichols referiu-se ainda ao projecto de alocação de 90 carruagens para apoiar o transporte na área metropolitana, incluindo Ressano Garcia e Manhiça, que, apesar de estar atrasado, já estão a ser criadas as condições para a terminal poder receber as carruagens.

Eneas Comiche prometeu, para daqui a um ano, a entrega de várias infra-estruturas públicas, com destaque para a nova Praça da Juventude e a reabilitação da Avenida Julius Nyerere, da Praça dos Combatentes ao bairro Magoanine.

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