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Mambas partem para Douala à procura de contrariar Camarões

A selecção nacional de futebol, os Mambas, partiu nesta quarta-feira, para Douala, onde vai defrontar os Camarões, em partida da terceira jornada da fase de grupos de qualificação ao Mundial de futebol, do Qatar, em 2022. Ainda que desfalcados por algumas pedras basilares, casos de Zainadine Jr., Witi, Kamo-Kamo e o guarda-redes César Machava, a motivação está em alta no conjunto moçambicano.

Foi por volta das 14h00 em que os 19 jogadores, que actuam no campeonato nacional, bem como alguns que jogam fora de portas, deixaram a capital do país, com destino a Douala, nos Camarões, onde sexta-feira defronta a selecção local em mais uma jornada de apuramento ao Mundial do Qatar.

O seleccionador nacional sabe que não contará com todos os jogadores que desejava ter neste duplo confronto com os “Leões Indomáveis”, mas conta com uma motivação extra, o facto de poderem desfilar a sua classe em terrenos que são estratégicos para alavancar as suas carreiras, principalmente para os que jogam intramuros.

Na partida para Douala, Horácio Gonçalves reconheceu que teria pouco espaço para treinos, “devido a questões logísticas”, como ele mesmo repetiu várias vezes na única sessão em solo pátrio, até porque “seriam muitas horas de voos para alguns, que teriam que sair da Europa para Maputo, e de Maputo para Douala e isso poderia desgastar os próprios jogadores”, segundo o técnico.

Por isso mesmo, apenas aqueles que tinham disponibilidade para chegar à capital do país é que vieram juntar-se aos que jogam internamente, casos de Kambala, do Baroka da África do Sul, Luís Miquissone, do Al Ahly do Egipto, Geny Catamo, do Sporting de Portugal, David Malembane, do Lokomotiv Plovdiv da Bulgária, para além de Zainadine Jr., que esteve em Maputo para se apresentar e aferir o grau da sua lesão.

Estes e mais os que jogam no Moçambola vão juntar-se aos que actuam na Europa, nomeadamente Reinildo Mandava, do Lille da França, Mexer, do Bordéus da França, que será o capitão da equipa, e Francisco Bonera, do Marítimo de Portugal.

Gonçalves referiu que a substituição dos três jogadores foi feita dentro do grupo inicialmente convocado de 26 atletas, tendo ficado com 23.

A única chamada à última hora foi do jovem guarda-redes dos sub-20, Kimiss Zavala para ocupar o lugar de César Machava que, por sua vez, tinha sido chamado para o lugar de Victor Guambe, todos os casos por causa de lesões.

O vice-presidente para as selecções nacionais, Martinho Mucuana, é o chefe da delegação da qual constam os oficiais Jorge Bambo, vice-presidente para as Finanças da FMF, Júlio Mendes, secretário permanente da Secretaria de Estado do Desporto (SED), Horácio Gonçalves, seleccionador nacional, Victor Matine, seleccionador-adjunto, Hélder Cossa, treinador de guarda-redes, Francisco Matsinhe, preparador físico, Énio Saize, coordenador, Adil Dassate, Délson Soares, Monteiro Fumo, Florêncio Mahumane, técnico de equipamentos, Mussa Calú, médico e Alberto Solomone, massagista, e Arlindo Manjate, jornalista da Rádio Moçambique.

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