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Mambas com 12 jogos em dois anos

A selecção nacional de futebol, Mambas, defronta o Quénia, a 13 de Outubro próximo, na semana da data-FIFA. A partida, de carácter amigável, terá lugar em Nairobi, enquanto aguarda-se por um adversário que jogue em Maputo.

Outubro é o mês em que há data-FIFA para jogos de qualificação às competições continentais, nomeadamente na América, Europa e Ásia. Para o continente africano, a data-FIFA só será qualificativo ao CHAN 2020, competição na qual os Mambas foram já eliminados, ainda na primeira eliminatória, pelo Madagáscar.

Assim, a Federação Moçambicana de Futebol, em coordenação com a equipa técnica dos Mambas, pretende usar essa semana da data-FIFA para colocar a selecção nacional em rodagem e, por isso, contactou outras federações nacionais para a disputa de um jogo amigável. 

O Quénia respondeu positivamente e é, para já, o único jogo confirmado para os Mambas, na semana da FIFA, em Outubro, de carácter amigável. A confirmação foi feita pelo Secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol, Filipe Johane, que assegura que tudo está finalizado para o referido jogo com o Quénia, no dia 13 de Outubro.

“A intenção é realmente ocupar os 10 dias da data-FIFA realizando dois jogos, mas ainda não acertamos com outro adversário que pretendemos que jogue em casa, que seria na quinta-feira, do dia 10 de Outubro”, disse Filipe Johane considerando que seria uma oportunidade única para a equipa técnica dos Mambas ter oportunidade de interagir com os jogadores, por forma a conhecê-los e prepará-los para a dupla jornada de qualificação ao CAN-2021, em Novembro próximo, respectivamente diante do Ruanda e Cabo Verde.

África do Sul e Guiné-Conacri descartados
Entretanto, o organismo que tutela o futebol moçambicano pretendia dois jogos nessa data-FIFA, mas até ao momento ainda não descortinou qual seria o adversário para jogar em Maputo. No leque das federações que pretendiam um jogo amigável com os Mambas estavam a África do Sul e a Guiné-Conacri, dois adversários que forma prontamente descartados por falta de consensos.

“África do Sul queria jogar connosco em Setembro, mas nessa data-FIFA tínhamos as eliminatórias de acesso a fase de grupos de apuramento ao mundial 2022. Depois eles tiveram a situação que todos nós conhecemos (xenofobia). Agora, tendo em conta o jogo com o Quénia no dia 13, não podemos jogar com África do Sul no dia 11 ou 12 para depois viajar. E também, francamente que neste período não nos favorece muito que realizemos o jogo com a África do Sul, por várias situações”, disse Johane, justificando a falta de consenso com a Federação Sul-Africana de Futebol. Mas há a Guiné-Conacri: “infelizmente queria jogar fora de Maputo, mais concretamente na África do Sul, e para nós não nos é viável, porque queremos o jogo aqui em Maputo”, isso em alusão ao facto de, em Novembro, ter um jogo em Maputo, diante do Ruanda, e outro fora, em Cabo Verde. E esse jogo será uma forma de testar, também, a aproximação dos moçambicanos com a selecção nacional e confirmar as pazes feitas depois da vitória diante das Maurícias.

 

Mambas com 12 jogos em dois anos

E porque os Mambas conseguiram o apuramento ao sorteio da fase de grupos de qualificação ao Mundial, depois de eliminarem as Maurícias, com agregado de 3-0, o Secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol aproveitou para falar dos ganhos que o país terá com essa passagem, o que, de certa forma, dá mais seis jogos aos Mambas, aliados a outros seis de qualificação ao CAN-2021. Ao todo serão 12 jogos num espaço de dois anos, algo que terá algumas implicações na questão logística, mas também alguns ganhos para o país.

Filipe Johane diz que os custos serão altos, tendo em conta que “só uma operação dos Mambas, não são menos que seis milhões de meticais, entre passagens aéreas, acomodação e alimentação para jogadores, equipa técnica, staff, delegados, arbitragem e comissários, para além de prémios de jogos e de qualificação”. Um valor que a Federação Moçambicana de Futebol diz não ter ainda, mas que terá que procurar parceiros para viabilizar a participação da selecção nacional em todos os 12 jogos.

Mas, “isto é inevitável e temos que nos preparar de modo que a selecção tenha o melhor desempenho em todas provas”, porque quando isso acontece, segundo Filipe Johane, “é o público que se junta mais as selecções, são as empresas que abraçam mais a selecção nacional e há mais visibilidade para o nosso país”, para além dos ganhos financeiros “vindos das transmissões televisivas”.

Para já, a Federação Moçambicana de Futebol está concentrada na preparação das selecções de formação rumo ao torneio regional de sub-17 e sub-20, respectivamente.

 

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