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Mambas atacam Camarões com Simão e sem Mexer

O seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves, chamou 23 jogadores para os trabalhos de preparação convista aos dois jogos diante dos Camarões, referente a qualificação ao CAN-2022. O maior destaque vai para o regresso de Simão Mate e a ausência de Mexer.

A preparação dos Mambas para os dois embates diante dos Camarões, referentes a terceira e quarta jornadas de qualificação ao CAN-2022, começa mais cedo, com os jogadores que actuam internamente, que irão se juntar aos que jogam foram de portas, em Douala. Por isso mesmo Luís Gonçalves chamou 23 atletas, dos quais oito das equipas do Moçambola e os restantes em campeonatos africanos, europeus e asiáticos.

Da lista dos convocados anunciada por Luís Gonçalves esta segunda-feira, o maior destaque vai mesmo para o regresso de Simão Mate, quatro anos depois, uma chamada por “opção técnica”, segundo disse o seleccionador nacional. “O que norteou a convocação do Simão é a qualidade dele como jogador e o facto de neste momento eu considerar que é importante a presença dele na selecção não só pela qualidade que ele tem como também por toda a experiência que ele carrega consigo”, assim reagiu o seleccionador nacional ao regresso de Simão Mate aos Mambas.

A última vez que Simão Mate esteve ao serviço da selecção nacional foi a 27 de Março de 2016, no empate sem abertura de contagem diante do Gana, no Estádio Nacional do Zimpeto, para a quarta jornada da fase de qualificação ao CAN-2017.

Aliás, de acordo com Gonçalves, “as convocatórias, as decisões e as escolhas são feitas pelo seleccionador nacional, exclusivamente pelo seleccionador nacional. Naturalmente que oiço a minha equipa técnica, faço as minhas análises, mas depois quando faço a convocatória, faço exclusivamente pela minha cabeça”, justificando ainda a não chamada de alguns atletas que tem sido referência nos Mambas.

No sentido inverso ao regresso anunciado, estão as ausências de Mexer e de David Malambane, ambos por lesão.

Assim, Luís Gonçalves chamou os seguintes jogadores:

Guarda-redes: Guirrugo (UD Songo), Frenque (Fer. Maputo), Victor (Costa do Sol).

Defesas: Bheu (UD Songo), Zainadine (Marítimo), Sidique (UD Songo); Bonera (Marítimo), Reinildo (Lille), Edmilson (Cape Town City), Simão Mate (Vegalta Sendai), Chico (TS Sporting FC).

Médios: Kambala (Baroka FC), Néné (Costa do Sol), Kamo-Kamo (Vitória FC), Telinho (UD Songo), Domingues, Geny Catamo (Sporting Clube de Portugal), Kito (Ferroviário de Maputo).

Avançados: Clésio (Zira FK), Luís Miquissone (Simba FC), Reginaldo (FC Kaysar), Rafito (1.CFR Pforzheim), Witi (Nacional de Madeira), Amâncio (Marítimo).

 

Embate entre David e Golias

Para estes dois jogos diante dos Camarões, o seleccionador nacional não promete vitórias, até porque o adversário é um todo poderoso do continente africano, mas garante confiança nos jogadores chamados, que vão fazer de tudo para alcançar um bom resultado.

Luís Gonçalves chegou a apelidar o jogo entre Moçambique e Camarões, como o embate bíblico entre David e Golias, para mostrar a dimensão da diferença entre as duas selecções.

“Se formos honestos na nossa avaliação, vimos que Camarões é uma equipa mais poderosa que Moçambique. Tem mais argumentos. Basta ver pelos jogadores que normalmente compõem esta equipa e em que países e clubes jogam, qual é o nível das ligas em que estes clubes jogam. Naturalmente, apesar da pandemia, os seus jogadores estão com um outro ritmo competitivo para não falar da qualidade da sua equipa” explicou Luís Gonçalves.

Mas tal como David venceu Golias, Gonçalves espera poder contrariar a artilharia camaronesa com “as armas de dispõe”. Até porque “temos um grupo muito forte, temos espírito de equipa, algo fundamental para estes jogos. O espírito desta equipa é muito forte e isto vai naturalmente ajudar-nos a bater-nos e a utilizar as armas que temos. Também temos os nossos argumentos, jogadores com qualidade, e alguns deles a jogarem na Europa” disse Luís Gonçalves.

Moçambique e Camarões lideram o grupo F de qualificação ao CAN-2022, ambos com quatro pontos, seguido do Cabo Verde, com dois, e Ruanda sem nenhum ponto.

 

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