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Mamba já não corre este ano na “São Silvestre” de Luanda  

Fotos: CFM

Albertino Mamba foi o mais rápido na corrida São Silvestre de Moçambique, sucedendo ao sul-africano, Abenigno Mashaba, feito que confere o direito de representar o país na prova de Luanda. Mas, a mesma foi adiada à última hora devido à COVID-19. Assim, Albertino Mamba terá que esperar pelo próximo ano para procurar vencer a São Silvestre de Luanda.

Não será a 31 de Dezembro que o atleta do Ferroviário de Maputo, Albertino Mamba, irá evoluir na tradicional corrida São Silvestre de Luanda, em Angola.

O meio fundo e fundista ganhara o direito de representar Moçambique na 65ª edição da prova, em Luanda, após vencer a cada vez pouco atractiva São Silvestre local, realizada em Nampula, com o tempo de 46’ 30’’ num percurso de 15 km.

É que, há poucos dias da prova, o presidente da Federação Angolana de Atletismo (FAA), Bernardo João, anunciou que a interdição de todas as actividades desportivas, segundo o novo Decreto Presidencial, estão na base do adiamento mais marcante do calendário de competições da FAA.

Em declarações ao Jornal de Angola, o dirigente fez saber que as novas datas foram decididas durante o encontro da Comissão Organizativa da São Silvestre, na sede do órgão reitor da modalidade.

“Infelizmente, é uma situação que nos ultrapassa. Temos de cumprir o decreto presidencial. Março ou Abril são meses prováveis, mas tudo depende da evolução ou recuo da pandemia da COVID-19. Internamente, vamos continuar a trabalhar, pois temos acordos com os parceiros. É preciso salvaguardar os investimentos feitos pelos clubes e patrocinadores”, disse em entrevista ao Jornal de Angola.

A organização da prova, escreve a publicação angolana, já tem os kits de corrida, mas a data de entrega ainda continua desconhecida. “Posteriormente, vamos decidir. Relativamente à entrega dos dorsais e chips, por questões de segurança, só serão entregues na véspera”. Antes da interdição, trabalhos de asfaltagem (tapa buracos), sucção de águas residuais, manutenção de postos de iluminação pública e a poda de árvores eram os serviços que a equipa técnica do Governo provincial de Luanda desenvolvia ao longo do percurso.

Orçada em 81 milhões de “kwanzas”, a São Silvestre começa no Largo da Mutamba, com passagem pelos largos Serpa Pinto e da Maianga, Avenida Revolução de Outubro, túnel do Prenda,  Ho-Chi Minh, Largo das Heroínas, Alameda Manuel Van-Dúnem, Avenida Comandante Valódia, Rua da Missão, Cirilo da Conceição, Avenida 4 de Fevereiro, Largo do Baleizão, rua Manuel Fernando Caldeira e chegada no Estádio Municipal dos Coqueiros.

Em 2019, numa edição exclusiva para os fundistas nacionais, Alexandre João, do Interclube, venceu a corrida, com o registo de 31 minutos. David Elias (Inter) e Avelino Sangahali (1º de Agosto) completaram o pódio.

No sector feminino, Ernestina Paulino, do Interclube, venceu com a marca de 36 minutos e 15 segundos. Adelaide Machado (Inter) e Josefina Baptista (1º de Agosto) destacaram-se na segunda e terceira posição da tabela classificativa. Em 2020, a prova registou um interregno por causa da pandemia.

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