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Maleiane garante que dívida pública de 12.37 biliões de dólares “está controlada”

O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, assegurou ontem no Parlamento que o Governo tem sob controlo a dívida pública de mais de 12 biliões de dólares. Maleiane garantiu ainda que as “chamadas dívidas ocultas” não estão a ser pagas.

Moçambique tem 12.37 biliões de dólares em dívida pública, estruturada em 9.85 biliões de dólares de dívida externa e 2.5 de dívida interna. Entretanto, o ministro da economia e finanças garante que mesmo com a “exorbitante” soma, o peso da dívida não está descontrolado.

“O Estado não está a entrar para uma situação de endividamento ‘sem controlo’, disse Maleiane, que reiterou que a dívida não inclui garantias passadas a favor da Proindicus, no montante de 622 milhões de dólares e da MAM no montante de 535 milhões de dólares.

“Não estamos a incluir essas dívidas porque como já foi explicado em tempos, a chamada dívida oculta não devia ser paga e nós respeitamos. Por isso mesmo essas dívidas não entram na estatística. A única informação que todos já sabem é que a dívida está em sede da Justiça”, lembrou o ministro, salientando que no total Moçambique tem dívida com 35 credores, incluindo a China.

SAÚDE VAI IMPORTAR MEDICAMENTOS EM JANEIRO
Além de Maleiane, que explicou sobre a dívida pública, Armindo Tiago falou sobre a disponibilidade de medicamentos.

O ministro da saúde garantiu que no país há “stock” suficiente de medicamentos para três meses e que em Janeiro haverá mais importação.

“Neste momento temos “stocks” para três meses e com a reabertura das fronteiras internacionais esperamos normalizar a situação”, garantiu o ministro, que avançou com a previsão da entrada de 24 mil kits para agentes polivalentes elementares nas diversas unidades sanitárias do país.

Tiago referiu ainda que diante da aparente crispação entre as autoridades e a Associação Médica, o Governo tem mantido conversações com a classe para a resposta dos desafios impostos.

“O Governo e a Associação Médica de Moçambique estão a trabalhar de forma conjunta com a finalidade de operacionalizar o Estatuto de Médico na Administração Pública. Devemos salientar” que quando se aprovou o estatuto dos médicos, foram estabelecidos “oito direitos”, dos quais “quatro estão em implementação e os restantes serão implementados” oportunamente, disse Tiago aos deputados.

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