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Mais uma vez, algumas escolas não festejaram o Dia da criança

As escolas primárias públicas, na cidade de Maputo, não realizam as festas de celebração do Dia Internacional da Criança devido às restrições impostas pelo novo Coronavírus. Entretanto, houve algumas privadas que comemoraram a efeméride com cada aluno a trazer sua refeição de casa.

Pelo segundo ano consecutivo, as escolas primárias públicas, na cidade de Maputo, viram-se impedidas de celebrar o Dia Internacional da Criança em festa por conta das barreiras impostas pela pandemia da COVID-19.

Pelos corredores das escolas, o grito de festas das crianças, agradável aos ouvidos dos adultos, foi substituído por um silêncio perturbador com o qual ninguém consegue se acostumar. As salas estão sem gente e, no pátio, só há professores que tentam afinar a planificação das aulas e os guardas, que se aproveitam da ausência das crianças para limpar ali e acolá.

“Não é hábito. Temos que nos reinventar. Quando chega esta data, para nós é alegria, festa com as crianças, recordar os seus direitos e deveres, mas temos que nos reinventar desta maneira, cada uma passando em casa”, conformou-se Amílcar Bata, director da Escola Primária Completa Unidade 10, na cidade de Maputo.

Para que as flores que nunca murcham não sejam “murchadas” pelo novo Coronavírus, as escolas optaram por suspender as festividades e recomendar o ficar em casa como medida de prevenção da COVID-19 que se acresce às outras que, aliás, as crianças muito conhecem.

“Agora, quando a criança vai ao quadro, sabe que deve, de seguida, lavar as mãos e que o mesmo procedimento funciona quando vai à casa de banho e já conseguem ficar sem partilhar lanche assim como conviver com os outros meninos sem muito contacto”, considerou Amílcar Bata.

Ainda que se confie na memória dos petizes e no seu conhecimento das medidas de prevenção contra o novo Coronavírus, as escolas preferiram ser cautelosas até porque num momento de celebração, os adultos perderiam o controlo da situação.

“Trazendo as crianças à escola, num dia como este, seria muito difícil controlar, porque elas jogariam futebol e trocariam lanche, o que tornaria isso complicadíssimo”, reconheceu director da Escola Primária Completa das FPLM

Sem fim à vista, as escolas acreditam que haverá formas de celebrar o dia da criança dentro do contexto da pandemia da COVID-19 e do chamado novo normal. “No futuro, com certeza que se poderão estudar novas maneiras de convivermos com a criança dentro da escola da mesma forma que temos aulas e intervalo, mas não temos alunos a correrem de um lado para o outro e muito menos contacto”, mostrou-se expectante Minoca Jeque, directora da Escola Primária Completa 03 de Fevereiro.

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