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Mais um caso positivo de COVID-19 em Moçambique

O Ministério da Saúde (MISAU) ainda não dispõe de novas informações detalhadas sobre cinco doentes com Coronavírus em Sofala e Inhambane, e que fazem parte dos 12 casos revelados na segunda-feira.

“Continuamos a investigar como surgiram estas novas infecções. Por isso as equipas continuam a trabalhar e esperamos amanhã (hoje) termos essa informação”, disse a directora nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, na habitual conferência de imprensa para actualização da informação sobre a pandemia em Moçambique e no mundo.

Relativamente aos dados anunciados ontem, o país conta com mais um caso positivo, subindo de 103 para 104 casos positivos. O novo paciente é um cidadão moçambicano testado no centro transitório de Mangwaza, na Moamba, e que se encontra a cumprir isolamento na província de Gaza. O cidadão moçambicano que chegou ao país no passado domingo com outros 588 compatriotas repatriados da vizinha África do Sul.

“Trata-se de um indivíduo de nacionalidade moçambicana, do sexo masculino, de 26 anos de idade. O mesmo faz parte de um grupo de moçambicanos repatriados da República da África do Sul e a sua amostra foi colhida no Centro Transitório de Manguaza (distrito de Moamba), na província de Maputo. Informar ainda que, o caso reportado não apresenta sintomatologia e, por isso, encontra-se em isolamento domiciliar. Neste momento decorre o processo de mapeamento dos contactos deste caso. É um cidadão da província de Gaza e cumpre o isolamento na sua residência em Gaza”, explicou a directora nacional de Saúde Pública.

Ao todo foram testadas 192 amostras e as restantes 191 deram negativo. Destes, 23 são de Afungi, cuja testagem em massa terminou, dois de Gaza, 119 da Província de Maputo, que incluem os regressados da África do Sul, e 48 da cidade de Maputo. Em termos de números, segundo disse Rosa Marlene “o nosso País conta com 104 casos positivos registados, sendo 94 de transmissão local e 10 casos importados. Em relação aos recuperados e/ ou óbitos, queremos partilhar que Moçambique continua com 34 pacientes totalmente recuperados e que, não há registo de óbitos como resultado da COVID-19”. Tal como as testagens de Afungi, terminou a recolha de amostras dos moçambicanos regressados da África do Sul, estando ainda em testes as últimas amostras.

“Para o último grupo dos que estavam no Centro Transitório de Mangwaza já feita a tiragem de amostras e algumas delas estão a ser testadas neste momento no Centro de Referência do Instituto Nacional de Saúde, em Marracuene”, disse Rosa Marlene, tendo o director Nacional de Observação de Saúde no Instituto Nacional de Saúde, Sérgio Chicumbe, esclarecido ainda que “em relação a Afungi todas amostras já foram testadas e as últimas pessoas deram todas negativo para a COVID-19”.

Assim, decorre neste momento a investigação em relação as novas infecções, bem como dos contactos dos casos positivos. Relativamente a criança testada positiva em Pemba recentemente, o Ministério da Saúde esclarece que: “Esta criança continua em observação e na passada sexta-feira foi recolhida a primeira amostra que está a ser testada para depois fazermos outra amostras para determinarmos que está ou não livre da pandemia”, esclareceu Rosa Marlene. Uma das maiores preocupações do Ministério da Saúde é a existência de novas cadeias de transmissão do Coronavírus, agora com focos em Sofala, Inhambane e Gaza, o que “aumenta a responsabilidade que todos e cada um de nós deve ter em relação a esta doença”, de acordo com Marlene. Aliás, “todos juntos, devemos empreender esforços para desacelerar a progressão da COVID-19 em Moçambique. Por isso mesmo queremos lembrar que, actualmente não está disponível nenhuma vacina para a COVID-19 no mundo, e o cumprimento das medidas de prevenção é a melhor arma”, disse. A finalizar, Rosa Marlene convidou a todos para que sejam promotores de saúde, “divulgando e sendo vigilante e garantido o cumprimento rigoroso de todas as medidas já emanadas”.

Em termos de números, 13.433 pessoas já foram submetidas a quarentena, sendo que 1629 pessoas continuam em seguimento por parte dos agentes da saúde.

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