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Mais de um terço das mulheres sofreu violência física ou sexual de 2020 a 2021 no paí

Foto: Folha de Maputo

Embora tenha havido muitos avanços nos direitos das mulheres em Moçambique, a violência contra as mulheres e raparigas continua a ser generalizada.  Mais de um terço das mulheres sofreu violência física ou sexual, do ano passado a esta parte, com as mulheres jovens, de 20-24 anos de idade, a relatarem taxas de 42,8 por cento.

Através da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o Governo dos EUA está a apoiar vários eventos, de 25 de Novembro a 10 de Dezembro, para aumentar a consciência sobre a Violência Baseada no Género (VBG) e como preveni-la.

A USAID está a patrocinar a campanha de sensibilização pública em curso, “Dê Esperança a 1001 Rositas”, que mobiliza homens e mulheres a estarem mais conscientes da violência doméstica, a procurarem ajuda, se necessário, e a denunciarem casos às autoridades.

Ao longo dos 16 Dias de Activismo, o Governo dos EUA apoia uma série de eventos de intervenção, incluindo uma discussão online sobre como a VBG aumenta o risco de transmissão do HIV; um debate televisivo co-organizado com a TVSurdo sobre a VBG e os seus efeitos nas pessoas com deficiência; uma discussão online sobre como as questões do género e da VBG se cruzam com as políticas económicas e agrícolas; e uma série de entrevistas televisivas discutindo masculinidades positivas, violência nas relações íntimas, planeamento familiar, revelação do estado do HIV e outros tópicos relacionados com jovens activistas moçambicanos. O Director Adjunto da Missão da USAID, Martin McLaughlin, afirmou que todas as pessoas merecem viver livres da ameaça da violência baseada no género.

“Queremos pôr fim à violência doméstica e de parceiros íntimos em Moçambique”, disse McLaughlin.

Prevenir e responder à violência baseada no género é uma pedra angular do compromisso do Governo dos EUA em promover os direitos humanos, a igualdade de género e o empoderamento de raparigas e mulheres jovens.

A igualdade de género e o empoderamento das mulheres são essenciais para acabar com a pobreza extrema; promover a paz e a segurança internacionais; o crescimento de economias de mercado vibrantes; e enfrentar os desafios existentes nas áreas da saúde e da educação.

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