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Mais de um milhão de moçambicanos já foram vacinados contra COVID-19

O Ministério da Saúde (MISAU) anunciou, hoje, que já foram vacinadas contra a COVID-19 1.169.972 pessoas desde o início do processo de vacinação, em Março último.

Segundo um comunicado de imprensa enviado ao “O País” pelo MISAU, só nas últimas 48 horas, 112.689 tomaram a vacina e, desde o início da campanha de vacinação, 529.117 pessoas foram completamente imunizadas.

A cidade de Maputo está na linha da frente, com 209.903 vacinados, seguido da província de Maputo com 183.532 pessoas vacinadas, e Nampula com 166.982.

Abaixo dos 100 mil vacinados, está a província de Sofala com o registo de 95.178 pessoas inoculadas, Zambézia com 90.438, Cabo Delgado com 86.118, Manica com 79.133, Tete com 76.599, Gaza com 66.572. As províncias de Inhambane e Niassa são as que têm menos indivíduos vacinados, com 62.668 e 52.849 imunizados. A meta é vacinar 17 milhões de pessoas.

Sete dias após o lançamento da campanha de vacinação massiva, ainda há postos que registam alguma desorganização, devido ao atraso na chegada de vacinas.

“O País” visitou o posto de vacinação do Estádio Nacional do Zimpeto. Até por volta das 10 horas ainda não tinham chegado as vacinas, para um processo cujo início estava previsto para às oito horas.

Havia idosos e deficientes que aguardavam pelo momento de vacinação e, de tanto esperar, foi no chão onde viram um lugar para se sentar.

“Cheguei às cinco horas, disseram que iam começar a atender às oito horas, mas até agora (10 horas) ainda não chegaram as vacinas, nem sabemos se seremos vacinados hoje”, contou Maria Isabel, uma idosa que estava no local para ser vacinada.

Com a população apreensiva, restava aos profissionais de saúde apelarem aos munícipes para terem mais paciência.

“Pedimos para aguardarem mais um pouco, assim que chegarem [as vacinas], todos serão vacinados. Peço para terem mais um pouco de paciência”, apelou um técnico de saúde afecto à referida unidade de vacinação.

Só depois de mais de quatro ou cinco horas de espera é que chegou a tão esperada vacina.

“Somos motoristas de autocarros, estamos aqui à espera há muito tempo e agora dizem que as nossas vacinas ainda não chegaram aqui, e que são diferentes das que os outros estão a tomar, assim não sabemos se seremos vacinados hoje”, reclamou José Artur, transportador de passageiros.

Depois de alguma conversação é que os transportadores conseguiram vacinar, mas há quem assume que, no início, teve receio de aderir ao processo, como é o caso de Alberto Liasse.

“As pessoas falaram muita coisa, diziam que quem apanhar a vacina vai morrer em dois anos; que esta vacina não vai mudar nada. Por isso, tive medo por conta dessas histórias, mas tomei coragem e não doeu nada”, disse Liasse.

O transportador aproveitou a ocasião para convidar os outros beneficiários desta fase a aderirem à campanha.

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