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Mais de 68 mil jovens já inscritos no recenseamento militar

Foto: O País

Ao todo, são 68.695 jovens que já foram inscritos no serviço militar a nível nacional, desde 3 de Janeiro deste ano a esta parte. Para aumentar o nível de adesão ao processo, serão montadas, a partir de Fevereiro, caravanas móveis nas escolas secundárias em todo o país.

Num contexto em que o país vê a necessidade de chamar tropas externas para combater o terrorismo na região Norte, o processo de recrutamento de jovens para o serviço militar continua. Do dia 3 de Janeiro a esta parte, mais de 68 mil jovens disseram “sim” à chamada para inscrição, mas a meta é atingir 200 mil em todo o país.

“Nós estamos bem. Como sabe, o processo iniciou há três semanas e os números são satisfatórios, se comparados com processos dos anos anteriores. Estamos a 38 por cento de realização, o que significa 68.695 jovens recenseados, em todo o país, sendo que 21.689 são de sexo feminino”, disse Ilídio Maulele, director nacional-adjunto dos Recursos Humanos do Ministério da Defesa Nacional.

Maulele acredita que o período das aulas, que inicia em breve, vai aumentar o nível de adesão aos postos de recenseamento, pois muitos jovens estão em locais distantes e sem documentação.

“Temos certeza de que, com o início das aulas, os números irão disparar e estaremos em condições de alcançar as metas. Mas, há mais factores que podem influenciar na ida dos jovens, como as várias campanhas que temos efectuado, que vêm aumentando o nível de consciência patriótica dos jovens, mas este é um passo para cumprir alguns projectos de vida pessoal”, acrescentou.

A fonte referiu-se aos documentos exigidos para que a pessoa tenha a situação militar regularizada, como a matrícula no ensino superior, carta de condução.

Para abranger mais jovens, em Fevereiro, serão activadas caravanas móveis em todas as escolas secundárias do país, que deverão reforçar os 164 postos de recenseamento já existentes.

“Com o arranque do ano lectivo, os nossos postos estarão abertos em quase todas as escolas secundárias, ou pelo menos próximo, e temos a certeza de que muitos alunos passarão a aderir, mesmo aqueles que se encontram nas zonas recônditas”, disse.

Na Cidade de Maputo, nestas três semanas, dos 20 mil jovens previstos, até ao momento, fizeram-se aos postos pouco mais de seis mil.

“De 3 de Janeiro a 21 de Janeiro, foram recenseados um total de 6.341 jovens, dos quais 3.681 são do sexo masculino e 2.660 do sexo feminino, o que corresponde a uma percentagem de 32 da meta estabelecida”, revelou Jair Tomás, delegado do Centro de Recrutamento da Cidade de Maputo.

A fonte revelou que o distrito de KaNyaka é o que está melhor posicionado a nível de afluência, que tem como meta recensear 190 jovens, tendo, até ao momento, já abrangido 108, seguido pelo distrito municipal KaMubukwana.

“Temos distritos que não têm um registo satisfatório, como são os casos de kaLhamanculo, com a taxa de execução de 22% e Kampfumo com 23%”, avançou.

Numa ronda que a nossa equipa efectuou, esta quarta-feira (26), aos postos de recenseamento, na Cidade de Maputo, alguns jovens dizem que o fazem para aceder a vários serviços e/ou tratar documentos. Outros vêem esta como uma oportunidade de contribuir para a defesa da pátria.

De modo a abranger mais gente, o processo, que devia terminar a 28 de Fevereiro, terá continuidade por mais um mês, em todos os centros de recrutamento.

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