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Mais de 500 PME moçambicanas contratadas pela Sasol

Ao longo da última década, mais de 500 Pequenas e Médias Empresas (PME) moçambicanas foram contratadas pela petroquímica sul-africana, Sasol, para prestação de serviços diversos.

Quinhentas e quarenta PME moçambicanas forneceram, ao longo dos últimos 10 anos, algum serviço à petroquímica sul-africana, Sasol, que opera no mercado da chamada ‘’Pérola do Índico’’ desde 2006. Os serviços fornecidos pelas empresas nacionais incluem, a manufactura, Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), segurança, saúde, ambiente, mecânica, transporte, Riscos e Qualidade (SHERQ) e consumíveis gerais, apurou "O País" junto dos escritórios da Sasol em Maputo.

Em termos de custos, consta que esta multinacional sul-africana já aplicou 66 milhões de dólares em PME, correspondente a 30% do custo total de USD 220 milhões de USD em fornecedores locais. O objectivo da estratégia de conteúdo local da Sasol é de criar capacidade local e desenvolver fornecedores bem-sucedidos que possam impulsionar a criação de emprego e fornecer uma vasta gama de bens, serviços e habilidades nos padrões internacionais do sector de petróleo e gás.

É nessa perspectiva, que esta multinacional iniciou um programa piloto com 17 empresas e fornecedores locais para o desenvolvimento em certas áreas chave de capacitação. Refira-se, que a Sasol anunciou em Maio deste ano, o desembolso de 100 milhões de dólares anuais, para a compra de bens e serviços nas Pequenas e Médias Empresas moçambicanas. Na altura foi assinado um acordo de cooperação entre a petroquímica e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

O acordo visa permitir desenvolver acções que irão concorrer para facilitar a participação das entidades moçambicanas nas oportunidades de negócios nos projectos de hidrocarbonetos operados pela Sasol no país. Com os grandes investimentos da indústria de petróleo e gás natural previstos para o próximo ano, a gigante sul-africana já disponibilizou 127 oportunidades de negócios para garantir a participação das PME moçambicanas.

Refira-se, que nos próximos anos, está previsto o desenvolvimento de projectos de gás natural na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, por consórcios liderados pelas companhias norte-americana Anadarko e a italiana ENI, após a descoberta de grandes reservas na região.

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